terça-feira, 28 de julho de 2015

Demasiadamente Humana.

Memoria selvagem aprisionou-nos

Assim, o nosso amor ficou nas entrelinhas do tempo,

Amando-nos sem reservas em pensamento,

Bonito de se amar,

Improvável de se reviver.

Anjos transportam nossos sentimentos...

Assim escrevo, e sei que eles leem,

Desdobro-me em ser quem sou,

Sem reservas, sem nenhum artifício,

Canto minha liberdade em verso e prosa.

Mudei as lentes, vejo cores onde era cinza apenas,

Vivo e deixo que vivam sem mentiras ou vergonhas,

Que nublem a mais rica das paisagens:

- a humana!


Célia Rangel





10 comentários:

  1. Magnífico poetar cara amiga Célia!
    Parabéns!
    Um abraço e lindos dias.

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  2. Viver e amar de forma transparente, é raridade nos dias de hj.

    bjokas =)

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  3. Lindo, sempre bom poder nos desnudar em versos assim, amo ser eu mesma também, independente do que possam pensar, pois os sentimentos são autênticos, sempre, por mais que queiramos lutar!
    Linda Célia, amo ler por aqui!
    Abraços com todo o meu carinho!

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  4. Marcelo Sguassabia29 de julho de 2015 04:16

    Mudar as lentes - saber como e quando fazer isso. Ter o poder para tanto. Eis a chave, minha cara Célia. Abraços.

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  5. «o nosso amor ficou nas entrelinhas do tempo» - a frase mais poética deste todo. A mais bela (no meu sentir...)

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  6. Magistrais versos. "A mais rica das paisagens..." falta a humanidade tomar noção de si, do seu melhor e viver verdadeiramente.

    Um abração.

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  7. Viver verdadeiramente na transparência é muito bom,
    mas não é pra qualquer um.
    São poucos os que não gostam de maquiagens...
    Como seria bom se as pessoas fossem mais verdadeiras!
    Linda forma de ser, Célia.
    Um grande abraço de uma ótima noite,
    Mariangela

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  8. Olá, Célia.
    Viver a própria "liberdade em verso e prosa" com a segurança conquistada não é para todos, mas para os corajosos.
    Grandioso poema.
    bj amg

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  9. Louvável a coragem exposta
    nesse belíssimo poema.
    Grande abraço, Célia!!!

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  10. Escrever também é muito perigoso...
    Abraço.

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