quarta-feira, 9 de setembro de 2015

TEMORES




Há verdades que não fazem sentido e as tememos

Assistimos a isso tudo em décadas de vida com o temor de um recém-nascido

Uma insegurança que aterroriza os princípios apreendidos

Amores, realizações, sonhos, fantasias,

Que ainda invadem nosso ser em experiência de paraíso

Há talento e muita vocação para se viver por inteiro

Difícil é encontrar a integridade corpórea-mental

Anos prateados de perseverança, de fé

Iluminam não deixando nublar a claridade da beleza do amar

Na essência da vida e do amor sem moralismos baratos

Sonhamos com um alicerce de pleno reconhecimento ou de rejeição

Temos todo esse direito adquirido e sedimentado na íntima organização

Na louca ânsia de vivermos a cada amanhecer agora soltos no mundo

Transformamo-nos em alegres presenças ausentes

Só assim faremos sentido em estarmos amorosamente vivos.

 

Célia Rangel

8 comentários:

  1. Que sábio poema amiga. Encontrar-se entre tantas ilusões é um outro talento. Abraços

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  2. Profundidade e beleza em tuas palavras que nos fazem refletir na vida! bjs, chica

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  3. Seu poema é muito belo. Sabia?E diz tudo, quanto ao passar de nosso tempo, sem deixar de ter medos

    E por último, o medo do último medo!

    Maria Luísa

    "os7degraus"

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  4. Os medos são um "aviso" que nos é posto para assumirmos cuidados que não teríamos pela elevada autoconfiança; mas é bom falar deles e neles.
    A tua Poesia revela essa parte. Parabéns.

    Beijos
    SOL

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  5. Olá, querida Célia
    Difícil é encontrar a integridade corpórea-mental...

    Muito difícil! Mas vamos tateando e conseguindo vez por outra...
    Bjm fraterno

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  6. ~~~
    ~~ Excelente acuidade psicológica, neste seu belo poema analítico-filosófico. ~~

    ~~~~ Abraço muito amigo. ~~~~
    ~ ~ ~ ~ ~

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  7. Às vezes, nessa vida de lutas, abraça-nos indesejável insegurança...
    Paz e Luz!

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  8. Boa tarde, Célia.
    Os temores nos assolam continuamente,muito difícil encontrar o equilíbrio,como você disse a "integridade corpórea-mental", como é complicado isso.
    Sinto como se fôssemos metade de quase tudo, sempre procurando o complemento e vivendo avida do jeito que dá e se apresenta.
    A metade pior, o temor que mais assola, é o do desamor.
    Parabéns.
    Tenha uma semana de paz.
    Beijos na alma.

    http://carinhosemselosdosamigos.blogspot.com.br/2015/09/minha-participacao-na-blogagem-coletiva.html

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