sábado, 21 de novembro de 2015

O Orgulho e o Medo da Intimidade

[...] O orgulho é um dos maiores impedimentos para a evolução dos relacionamentos. Assim como todas as matrizes do eu inferior, nós o criamos e alimentamos para nos proteger da dor. Ele é um guardião que está a serviço de impedir a nossa entrega, entrega ao outro. É uma entidade muito complexa, que tem centenas de agregados psicológicos. Um dos principais é a vergonha, ao lado da autoimagem idealizada, um conjunto de máscaras muito bem construído com base no medo, ao custo de tremendos esforços.


No mais profundo, temos medo de manifestar a verdade que somos. E para podermos nos mover no mundo, protegidos das nossas dores e da própria verdade, construímos essa autoimagem, que costumo chamar também de eu idealizado. Esse eu se torna tão concreto, tão grudado em nós, que passamos a acreditar que somos isso. Passamos a acreditar que essa é a nossa realidade final, que é tudo o que temos, e que se abrirmos mão das máscaras, não sobrará nada.


Mas o que precisa ser compreendido é que você não conhece o tudo que você é. Você não é apenas o que pensa  ser. A imagem que você faz de si mesmo representa apenas uma parte muito pequena de você. Pode ser muito difícil de acreditar, mas você é a própria fonte eterna do amor e luz. Para alguns, isso até pode ser ridículo. Mas estando identificado com as máscaras, você teme justamente revelar esse "tudo" que é você. Você teme estar trocando tudo por nada, mas é justamente o contrário. É como se um mendigo estivesse sentado em baú repleto de tesouros enquanto pede esmolas.


O orgulho, portanto, está a serviço do medo. Ele quer manter a autoimagem idealizada, que dá sustentação à falsa ideia de eu. Ele faz com que você tente controlar tudo para manter essa grande ilusão.



Fonte: Livro - AMAR e SER LIVRE
Sri Prem Baba

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4 comentários:

  1. Amei ler aqui amiga Célia, ótima escolha de texto para reflexão.
    O orgulho não nos leva a lugar nenhum e ainda por cima nos limita, nos tira a espontaneidade, nos faz sofrer!
    Eu amo viver, muitas vezes viver é ser como somos, amo ser como sou, mesmo que não seja para agradar a todos, isso não se pode mesmo, então...!
    Abraços linda amiga Célia!

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  2. Célia, ótima reflexão aqui se nos oferece, verdade que cabe aqui a expressão: ORGULHO E PRECONCEITO.
    Abraços

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  3. Célia, uma das maiores alegrias é conseguirmos viver como realmente somos, e não atrás de aparências para sermos elogiados, valorizados ou vistos como bem-sucedidos. Tudo máscaras. Pobres esses espíritos. Se gostaram de mim assim, que bom; se não gostaram, paciência. Esse medo não é nada mais do que uma vontade louca de agradar, uma carência absurda, chata. Viver assim em função dos outros deve ser dose...
    beijo.

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  4. Realmente, o orgulho fere; a nós mesmos e aos que nos cercam. Seus espinhos são feitos de medo.

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Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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