quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

EXPRESSÕES


Posso até ver ondas em seu rosto
Sulcadas no viver pleno
De afeto quando você me olha
De anuência quando falamos
De cumplicidade quando silenciamos

Posso até checar expressões profundas
Vasculhar mente e alma
De um tempo de euforia contida
De tristeza desequilibrada
De fatalidades a alto preço

Posso até me enjoar da rotina
A ponto de gritar pela libertação
De idas e vindas infindas
De falas levadas ao vento
De crenças castradoras das emoções

Sei que posso tudo desvendar
Mas o significado resultante
Pode não me agradar
Então, 'ostraciono-me'
Para me lapidar e me doar.

Célia Rangel



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Há...



 
Há reservado um espaço só seu

Onde aconchego e amor

Fluem de um coração múltiplo

Sedimentado em atitudes nobres.

 

Há mentes diversas

Mas o ideal é o mesmo

Na troca de saberes e sabores

Oferenda benéfica para nosso viver.

 

Há afeto, e cumplicidade

Que se integram

Com vida própria

E sentimento único.

 

Há contemplação e entrega

Do hoje com o ontem

Estranho é o caminho

Mas, a direção é a mesma.

 

Célia Rangel

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Refletindo...


A ARTE DE NÃO ADOECER

 

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”.

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.

 Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.

 O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

 

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros.

As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

 

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.

Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

 

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”.

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro.

 Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

 

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”.

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.

Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

 

Se não quiser adoecer – “Confie”.

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras.

 Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

 Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

“O bom humor nos salva das mãos do doutor”.

Alegria é saúde e terapia.

 

Dr. Dráuzio Varela


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Criaturas...


CINZAS
Ir. Lauro Daros


Meu corpo sabe muito.
Ele tem segredos que o coração não vê
e a mente não quer ver.
Porque às vezes doi
o processo de me pulverizar...
Vaidades perdoáveis...
Grãos de mim e das estrelas
se desprendem, sem cessar, a pele é fronteira.
Pós íntimos.
As estrelas e eu olhamo-nos,

reconhecemo-nos,
piscamos
e rimos da grandeza da existência
e das tolices da vida.
O tempo parece não cessar,
e a vontade de brilhar é infinita.
Mas o pó que se liberta
faz a doce denúncia

de que estamos sempre de partida.
É tão bom partir.
Viajar é sonho.
É estar disponível ao milagre da vida
que o Criador tece do nosso pó: eu e as estrelas.

Assim, somos eternos.

 

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Toquinho & Vinícius - Marcha da Quarta-feira de cinzas






Marcha da Quarta feira de Cinzas


Composição: Carlos Lyra / Vinicius de Moraes


 
Acabou nosso carnaval, ninguém, ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações saudades e cinzas foi o que restou
Pelas ruas o que se vê é uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando, dançando e cantando cantigas de amor
E, no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança, contente da vida feliz a cantar
Porque são tão tantas coisas azuis, há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver e brincar outros carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ERNESTO CORTAZAR - Beethoven Silence




Em retiro físico e espiritual total relax, meditações acompanhadas de músicas e leituras excelentes!
Bom Carnaval...
Abraços,
Célia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Carnaval


Corpos excitados pela cultura do prazer,

Devorados por olhares extasiados, ávidos

Para satisfazer uma sensualidade despertada

Em outros corpos que ali se projetam na volúpia do querer.

 

Estacionam-se sentimentos. Movem-se instintos:

Mãos, olhos, bocas, línguas, corpo e pele.

Cheiro, suor e som!

Ritmos alucinantes embalam o tesão,

Da morena, da mulata, da loira.

De homens e mulheres de todas as raças.

 

O povo segue cantando, batucando...

Tentando assim abafar o som da melancolia

De vidas subumanas pelas desigualdades,

De dívidas penduradas, do desemprego,

De famílias desestruturadas pela violência.

 

Na ilusão de uma fantasia, colorem-se os sonhos.

No alegórico dos estandartes carregam-se as ilusões

Da Escola? Escola da vida.

Que no asfalto distribui diplomas aos pobres e ricos,

Poderosos e inferiorizados,

Magnatas e marginais,

Todos glorificados

Em um só ritmo: o de mascarar a alegria do sofrimento diário.


Célia Rangel

 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Vínculo

Caminhante!
Acolhi você.
Sem medo de decepções.
Era impossível resistir.
Envolvidos em ternura,
Aprofundamos nossa relação...
Hoje medito o espaço deixado.
Não há preenchimento.
Fica uma dor anestesiada.
Que a qualquer momento,
Instala-se como sinalizadora,
De momentos únicos!

Célia Rangel



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Deduções...



Olhos de que e de quem,
percorriam aquele espaço
delineado em sombras azuis?


Descortinavam situações intuitivas
que os impulsionavam à vida!


Viu-se na paisagem bucólica
de sua infância
contornada pela simplicidade.


Percorreu ruas,
outrora, transformadas em seu play ground,
hoje, corredor de loucuras do fazer, do ter e do poder!


Encolheu-se na sarjeta, sem ser reconhecida
olhando aos que passavam e sendo desprezada...
O tempo traçou caminhos que o olhar seguiu.


Legado mágico por um instante de total consciência
do desprendimento metafísico das futilidades
entrega-se ao desconhecido:
_ O que olhará?


Célia Rangel







domingo, 1 de fevereiro de 2015

O mês muda, os problemas não...


FEVEREIRO


Ferve o corpo e a alma

Verei  pessoas mendigando água

Rodízio de conflitos e desesperos

Total ingerência administrativa

Total ignorância humana

A falta de hoje, é sem dúvida

O desperdício de ontem

Minha ação corresponde à reação da Natureza.

Pensemos nisso!


Célia Rangel