segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A Verdadeira Arte de Viajar

"A gente deve sair à rua como quem foge de casa,

Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo...

Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam logo ali...

Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"

Mario Quintana

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Desejo a todos uma "Feliz Viagem ao Novo Ano!"

Célia Rangel



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

POESIA DE NATAL

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Bem- Vindo Verão!

Algo existe

Algo existe num dia de verão,
No lento apagar de suas chamas,
Que me impele a ser solene.
Algo, num meio-dia de verão,
Uma fundura - um azul - uma fragrância,
Que o êxtase transcende.
Há, também, numa noite de verão,
Algo tão brilhante e arrebatador
Que só para ver aplaudo -
E escondo minha face inquisidora
Receando que um encanto assim tão trêmulo
E sutil, de mim se escape.

(Tradução de Lúcia Olinto)
Emily Dickinson


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

É Natal no Planeta Terra (2)


F E L I Z   N A T A L!

É Natal no Planeta Terra (1)





É NATAL NO PLANETA TERRA
(Lauro Daros)


É Natal!
Louvada seja, minha Criança Jesus!
Receba meu colo e carinho,
o calor do meu coração,
a ternura dos meus gestos
a doçura das minhas palavras,
o meu beijo e o abraço da vida!


Criança,
faça neste Planeta a mais sublime experiência
divina e humana: a de amar e ser amada!


É Natal!
A Terra – o cenário do Reino – é a Casa Comum,
espaço e tempo da biodiversidade e da pluralidade,
onde o mineral, o vegetal e o animal coexistem,
onde o ser inteligente aceita-se natureza
e todas as criaturas são irmãs e irmãos!


É Natal!
A Vida Religiosa Consagrada abraça o Criador.
Religiosas e Religiosos – Mulheres e Homens de Deus –
abraçam a Criação e o Universo – inesgotável riqueza divina,
e fazem reverência diante da vida,
pelo compromisso firme de trabalhar pela justiça e paz,
sinais visíveis do Reino.


É Natal!
Tempo de a VRC abrir a mente e o coração à novidade divina,
graça que se manifesta na simplicidade do cotidiano.
A Criança, ao nascer na singela manjedoura, no cenário bucólico,
entre os animais, no abrigo da gruta, sob as estrelas,
revela a intimidade de Deus com a natureza.
E o nascer do Menino à meia-noite
simboliza o salto para um novo tempo de esperança!


É Natal!
Em cada Criança,
Deus,
que é divinamente poético,
brinda a humanidade com um novo Ser,
o sublime sonho de sua existência infinita.
Eis que estou fazendo uma coisa nova! (Is 43,19)
E vi um novo céu, e uma nova terra. (Ap 21, 1)



sábado, 17 de dezembro de 2016

Só um dia?


Natal – cidade natal: onde ocorreu o nascimento de alguém ou algo; festa do nascimento de Jesus. (Houaiss)

A minha árvore de Natal há muito foi plantada. É cultivada diariamente. Procuro enfeitá-la com orações, boas ações e muita fé naquilo em que creio profundamente.

Não sou adepta aos “enfeites comprados”. Isso é comércio. É compra e venda. É lucro. Enfeita-se externamente o que internamente está triste, melancólico, embolorado! Ato hipócrita.

Luzes! Estrelas! Bolas! Papais-noéis! Anjinhos! Sinos entoando cânticos comoventes... corações enternecidos! Com curto prazo de validade! Dezembro tão somente... depois cada um por si...

As doações! Esse item então é ilusório! Abrimos armários e tudo o que não nos serve mais, é doado... Quanta magnanimidade! Alimentos, roupas, apenas nesse mês. Depois, passem fome, frio!

As mensagens natalinas tornam-se chavões! Durante o ano todo muitas vezes nos esquivamos de dirigirmo-nos com palavras ternas ao nosso semelhante, ao nosso colega de trabalho, ao nosso vizinho. Nem um cumprimento pelo menos! Ouvi-lo? Acolhê-lo? Achamos estressante.

Isso é celebrar o Natal?

Sendo uma data símbolo de nascimento, então que pulse em nossos corações por toda nossa existência a Vida em abundância para que possamos ser felizes aqui e agora. Sempre! Não apenas em uma data!

Precisamos de um dia para celebrar CRISTO no meio de nós? Se assim o for... que falta de fé! Envergonho-me de ser cristão!

Célia Rangel

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Motor Humano


Há um coração vadio
Que ri de tudo
E em nada se fixa.

Há um coração agitado
Que crê em tudo
E armazena sonhos.

Há um coração esperançoso
Que planta dias felizes
Em que outros se abastecem.

Há um coração mensageiro
Da paz e da felicidade
Que ama sem falsidade.

Há um coração sofredor
Que busca nas palavras
Seu brinquedo acolhedor.

Há um coração razão
Que planeja e orienta
A estrada da vida.

Há um coração lagarta
Que sonha e se transforma
No silêncio do sagrado.

Há um coração emoção
Que propõe embargar a voz
No suspiro final – te amo!


Célia Rangel


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Simplesmente, feliz...

Como não te amar
Não acreditar em teu olhar
Há um eterno penhor do amor
Entre nós.
Onde estiver estarei em teu pensamento...
O envolvimento é coisa séria.
A gente não pede não busca.
Ele contagia é endêmico.
É na verdade a fonte da saudade,
De dias vazios a espera de mais, muito mais.
Tua estrela é a que mais brilha!
Saiba disso.
Tua sorte é de muita luz.
Tua fé esmaga o obscuro.
Tua vida segue o caminho.
Da verdade, da paz, e da persistência.
Anoitece e o perdão é a moldura
Das estrelas que guiam o teu caminho.
Deixe ficar abandona-te ao nada,
Que aos poucos tua existência será fortalecida.
Deixe brilhar – tu és capaz!

Célia Rangel



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ceia de Vida


Na partilha do amor,
Saudade...
Flui a linguagem do olhar.


Interiormente, mesa posta,
Redenção...
Perdão e aceitação.


O pão da vida para todos,
Há fome...
De paz, de justiça, de ternura.


Forasteiros somos todos...
Vagamos por espaços arenosos
Carentes de refúgio sólido.


Ser iluminado brilha,
Doando sua luz como diretriz
Para a evolução da humanidade.


Saciada a mendicância social,
Sobrevive em nós a magia
Dos amores renovados!



Célia Rangel


domingo, 4 de dezembro de 2016

Menos um Poeta...


Morre o poeta Ferreira Gullar, aos 86 anos

O poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista, Ferreira Gullar morreu aos 86 anos, neste domingo (4).

A informação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A causa da morte ainda nao foi confirmada. O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio.

Ferreira Gullar foi, sobretudo, um poeta que participou de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira. Quarto dos 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio.

Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

 https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/314761/morre-o-poeta-ferreira-gullar-aos-86-anos

Leia mais em:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/12/1838326-poeta-ferreira-gullar-morre-aos-86-anos-no-rio.shtml 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Luz Própria


LUZ PRÓPRIA
(Lauro Daros)

Ao raio, 

suficiente um piscar de olhos:

missão concluída.

Os efeitos ecoam breves no tempo;

no espaço, prolongam-se pouco mais,

talvez além das montanhas,

só.

Muitas pessoas mal são raios,

outras nem brilham.

Raras ecoam no tempo e no espaço.


Estas, 

de luz própria,

aquecem,

energizam, 

iluminam,

são imprescindíveis!



terça-feira, 29 de novembro de 2016

SOMOS TODOS CHAPECOENSES

E quando uma cidade inteira morre? Uma cidade para no ar?

Quando uma cidade some e o sangue se transforma em vento?

Quando os relâmpagos emudecem. Quando as estrelas ficam envergonhadas de brilhar e o sol de aparecer.

Quando uma cidade perde as suas residências dentro de um avião? Porque cada homem era uma casa, uma família, uma esperança.

A queda da aeronave na Colômbia que levava o time do Chapecoense matou toda Chapecó na madrugada desta terça-feira (29/11). Porque Chapecó era o Chapecoense. Nunca vi uma torcida como aquela: pais, mães e filhos levantando bandeiras na Arena Condá.

As ruas se esvaziavam para ouvir melhor o coração do estádio.

Uma equipe movida pela alegria dos moradores que incentivaram com a loucura infantil do bairrismo e da gincana. Um viveiro de vozes, uma caixa de ressonância de gritos.

Uma equipe que veio de baixo, da mais simples e monocromática chuteira, da pobreza da grama em 43 anos de história, que subiu da série D para A em apenas seis anos em 2013, campeão catarinense por cinco vezes, que se manteve com prestígio na elite do futebol brasileiro e que disputaria a final da Copa Sul Americana na próxima quarta, o que seria seu maior título. Novatos no triunfo, mas veteranos na resiliência.

22 mil pessoas nas arquibancadas eram 210 mil pessoas na cidade. 76 mortos são 210 mil chapecoenses.

Não duvido que um país inteiro não tenha definhado junto em Rionegro, perto de Medellín, na Colômbia.

Jamais contaremos os mortos da tragédia. Jamais saberemos ao certo o número de mortos. Somos hoje todos desaparecidos.


Fabrício Carpinejar

http://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/somos-todos-chapecoense.html 




domingo, 27 de novembro de 2016

Advento


Momento... Lembranças...
De partidas e chegadas
De reencontros.

De  vida vivida, não sabotada.
Só assim, na simplicidade
Desejar felicidade.

Precisamos de mais?
Nas entrelinhas, nos entreolhares,
  perdão, amor e magia
Transformando as relações.

É tempo de expectativa,
De preparar caminhos
Para o “Menino Jesus”,
Promessa de um “Mundo Novo”!

Célia Rangel

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Desnudando


Depois de muitas lapidações, pela essência da vida
Busca incessante que se afogueia na mente
Em uma entrega sutil e plena
A transformação surge e evapora-se...

Nas omissões e fracassos fixa-se o apoio
Nas alegrias e sucessos transborda o agradecer

Encantadora é a paixão pela vida
Consegue-se assim amenizar tempestades
Onde a emoção traz a serenidade do tempo
E a razão alicerça poderes da maturidade

Rega-se o jardim da existência com o ouvir
Espalha-se com sabedoria a ternura esperada
Recolhe-se o essencial interiorizando amenidades

Na simplicidade do olhar cúmplice
Mãos e mentes tecem a tela existencial
Colorindo com nuances transparentes
O inconsciente nu revelador da intimidade adormecida.

Que fiquem as pegadas...


Célia Rangel






terça-feira, 22 de novembro de 2016

Por Santa Cecília, pelo Músico e pela Música...


Graças à vida



Graças à vida que me deu tanto

Me deu dois olhos que quando os abro

Perfeitamente distingo o preto do branco

E no alto céu seu fundo estrelado

E nas multidões o homem que eu amo



Graças à vida que me deu tanto

Me deu o ouvido que em todo seu alcance

Grava noite e dia grilos e canários

Martelos, turbinas, latidos, aguaceiros

E a voz tão terna de meu bem amado



Graças à vida que me deu tanto

Me deu o som e o abecedário

Com ele, as palavras que penso e declaro

Mãe, amigo, irmão

E luz clareando o caminho da alma de quem estou amando



Graças à vida que me deu tanto

Tem me dado o ritmo de meus pés cansados

Com eles andei nas cidades e nos charcos

Praias e desertos, montanhas e planícies

E a sua casa, sua rua e seu pátio



Graças à vida que me deu tanto

Me deu o coração que agita seu marco

Quando olho o fruto do cérebro humano

Quando olho o bom tão longe do mal

Quando olho o fundo de seus olhos claros



Graças à vida que me deu tanto

Tem me dado o riso e me dado o pranto

Assim eu distingo alegria da aflição

Os dois materiais que formam meu canto

E o canto de vocês que é o mesmo canto

E o canto de todos que é meu próprio canto



Graças à vida, graças à vida



sábado, 19 de novembro de 2016

Serenidade

Uma fase plena na vida
Felizes os que a atingem!
O olhar é calmo e, profundo...
Vidente e investigador,
Traz soluções do horizonte.
A consciência ampla em conceitos
Sabe acolher, dar e receber...
O coração aberto aos afetos
Uma primavera de sentimentos.
Tudo é saboreado como último...
Vivido, acalentado no mistério
De vidas...
Que se beijaram...que se amaram...
Que se veneraram...
Na serenidade do existir!


Célia Rangel


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Espanto



A vida sempre causa
As pessoas de sempre
A causa pode ser variada
Mas a loucura é a mesma
Louco é viver o correto
Que se acha correto
E que no espanto vê-se que não o é
A vida sempre causa
Emoções trituradas com o tempo
Vazia fica a vida depois de triturada
Nada evoca, mas causa
Sentimento diverso
Diversas dores
E amores
Palhaças alegrias
E pessoas palhaças
Autoajuda desajuda completa
Amortece o picadeiro
Da vida palhaça



Célia Rangel

sábado, 12 de novembro de 2016

Amai-vos...
 
Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,
mas deixai
cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.

E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro. 

Gibran Kahlil Gibran
http://www.paralerepensar.com.br/gibran.htm

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Leonard Cohen - Hallelujah



Morreu na noite desta quinta-feira, 10, Leonard Cohen. A notícia foi dada em sua página no Facebook, que pede privacidade para a família neste momento. “É com profunda tristeza que reportamos que o lendário poeta, compositor e artista, Leonard Cohen faleceu. Nós perdemos um dos mais reverenciados e prolíficos visionários da música”, diz o comunicado.
O compositor tinha acabado de lançar seu 14º disco, You Want It Darker, depois de ter excursionado por cinco anos. Não se sabe ainda a causa da morte, mas, em suas últimas aparições, o canadense discursava com a voz fraca e ofegante.

http://cultura.estadao.com.br/blogs/bootleg-alexandre-bazzan/morre-aos-82-anos-o-cantor-e-compositor-leonard-cohen/

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Repousa sobre o trigo


Repousa sobre o trigo

Que ondula um sol parado.

Não me entendo comigo.

Ando sempre enganado.

Tivesse eu conseguido

Nunca saber de mim,

Ter-me-ia esquecido

De ser esquecido assim.

O trigo mexe leve

Ao sol alheio e igual.

Como a alma aqui é breve

Com o seu bem e mal!

12-9-1933

Poesias. Fernando Pessoa.
(Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.)
Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995).

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Visões



Meus olhos desejam liberdade
para ver belezas raras 
que habitam jardins secretos
de almas semeadoras
da paz e da harmonia.

Esperam transporte para visões lucidas
e felizes
e amorosas
e aconchegantes.

Chega de achar que um dia... quem sabe...

Há escassez de tempo
há um compasso frágil entre a realidade e a magia.

Há poderosas lentes que transcendem saudade
e refletem a sensatez de afetividade.


Célia Rangel


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Permanência


Deixe-me ficar assim no meu canto,
perdida em meus pensamentos, sonhos e ilusões.

Deixe que corra em minhas veias,
um pouco do elemento vida que alimenta meus sentidos.

Deixe-me estar assim como gosto,
com quem gosto, admirando apenas, sem nada dizer.

A palavra, muitas vezes, estraga o ambiente enternecido.

Deixe que o silêncio ambiente nosso momento,
não desate o nó que nos fortalece.

Deixe-me estar em pensamento com você,
sei que estará comigo assim intimamente...

Célia Rangel


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Relações Humanas


O Ser humano é estranho...

Briga com os vivos, e leva flores para os mortos;
Lança os vivos na sarjeta, e pede um "bom lugar para os mortos";
Se afasta dos vivos, e se agarra desesperados quando estes morrem;

Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagens, quando este morre;
Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto;

Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre;
Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas se autoflagelam quando estes morrem...

Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida.

É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!

Papa Francisco

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Canon In D Major (Piano)

Refletindo em orações...


A MORTE NÃO É NADA

Santo Agostinho

"A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi."


terça-feira, 1 de novembro de 2016

O Silêncio que nos espera...


Uma viagem... com passagem de retorno (?)
Que já está determinado dia e hora.
Malas? Bagagens? Só as espirituais.
Vidas que chegam... Vidas que partem...
De nada adianta o depois... É o agora...
Faça. Aconteça. Ame. Viva.
O silêncio e o espaço 
Que nossos queridos deixam
Não há como completá-los
Há um vazio contemplativo
Um benquerer sorrateiro
Que roubam nosso sossego
Transpõem gélidas sensações
Da paz do reencontro
Fim. Finados. A matéria...
Espiritualize-se...
Pois...  as lembranças...
Não se findam jamais!



Célia Rangel