sábado, 9 de abril de 2016

APENAS MORTAIS


Viver a letargia do amor,
É não viver.

Desprover-se de toda aspiração,
É não sonhar.

Reduzir ao nada as sensações,
É afogar no peito as carícias.

Liberar sentimentos em serenidade,
É dar vida ao amor sagrado.

Consagrar na virtude maior, lembranças infindas,
É perpetuar o encantamento.

Insultar um amor tão nobre que une,
É impingir falsidade no sentir.

Domar a prepotência e impulsos hostis,
É poder desfrutar da simplicidade e autenticidade da vida.

Se dermos espaço ao outro ou não,
Ainda assim, continuaremos todos,
Sendo apenas mortais.


Célia Rangel


10 comentários:

  1. Célia, os seres humanos, seguem numa jornada evolutiva e poucos sabem, realmente, o que é o amor e poucos sabem amar... Claro, são insignificantes mortais.
    Belo o seu poema.
    Beijo!!!

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  2. Olá, Célia, boa noite...viver a letargia do amor é não viver ; claro que o preço de sair da letargia é alto, a ousadia maior e o tombo é maior ainda, mas temos que arriscar a amar e a "viver" a vida em seus altos e baixos , com dias longos de profunda decepção e outros na mais alta emoção, sonhando,realizando, dando espaço uns aos outros, com a constante alimentação dos sentimentos , pois o tempo urge e ruge... um dia "morreremos como mortais que somos, mas, não podemos viver e amar como se fôramos imortais"...Obrigado pelo carinho,feliz domingo,belos dias,beijos!

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  3. O amor requer esse espaço, respeito, simplicidade e tudo dará certo então! bjs, chica, lindo domingo!

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  4. Bom dia, querida Célia!
    Se todos soubéssemos disso na prática o mundo seria outro, com certeza! Somos pó e pra lá voltaremos...
    Bjm muito fraterno

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  5. Oi querida amiga Célia,
    Desculpe a ausência, ando sem muito tempo para o blog, mas quando tenho tempo venho retribuir o carinho!
    Lhe desejo uma excelente semana, beijos e fique com Deus!!

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  6. Célia,
    Li com grande prazer o seu sensível e belo poema. Parabéns.
    Uma boa semana.
    Abraços.

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  7. A nobreza da simplicidade! Essa é a essência da vida! Isso é o que liberta verdadeiramente o homem.

    Lindo Célia! Grande abraço

    Leila Rodrigues

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  8. Olá, Célia.

    Belos e profundos versos que dispensam maiores comentários. É o pensar, o sentir, coisa da nossa mortal imortalidade.

    Um abração e uma boa semana.

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  9. Olá amiga. Fico feliz que estejas a se expressar em versos. Dizem que quem gosta de escrever sempre chega à mãe da expressão: a poesia! abraços

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  10. Profundas Verdades Célia! Grande abraço!

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Célia Rangel,
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