terça-feira, 26 de abril de 2016

Eram rosas



Apaixonaram-se. Aquele era o momento mais sublime. Momento de olhar e arquivar na memória afetiva uma troca singular. Ainda desconfiança. Ainda esperança. Em outro momento, talvez. Afinal, a vida é feita de momentos. Abriu a porta. Eram amarelas. Sempre foram. Cultivavam um elo enorme de sabor romântico. Marca registrada desse contato. Às vezes intercalavam-se as vermelhas. Mas logo o retorno das amarelas.

Timbrava um encontro de outros tempos. Já havia conhecimento total entre ambos. Nada mais a ser averiguado. Apenas prosseguir vivências. Cumplicidade e sintonia totais. Caminhar de mãos dadas e pensamentos nutridos sempre. Tudo prossegue com tranquilidade quando se ama com total dedicação e desprendimento.

Fluía doces e ternos gestos e delicadezas. Até que entre Sissi e Jones interpõe-se Beth. Com sua inveja queria tais momentos para ela. Detonava a amiga, com perguntas para saber como fazer para conseguir o mesmo. Destilou uma fofoca de que Jones não era bom partido de jeito algum. Não convivia com a família, sequer visitava-a e tinha hábitos estranhos de isolamento e de quietude. Não era social.

Apimentava com seus diálogos a mente de Sissi tentando nublar seus sentimentos. Em vão. Sissi era muito fiel. Logo colocou Jones a par da situação. Riram. E curtiram muito o dissabor da estratégia furada da Beth. O que ela conseguiu foi aproximar ainda mais o casal. Enamoravam-se mais e mais. A atitude tomada de comum acordo foi afastarem-se da mesma. E, prosseguiram suas vidas.

Em pouco tempo estavam casados. Felizes. Realizados porque a cada dia buscavam reconquistarem-se. A chave desse grande amor foi nunca deixar de se olharem com olhos da primeira vez. Alimentavam-se de carinho. De compreensão. De perdão. De bom humor. Nos momentos de tensão do dia a dia sabiam manter o necessário espaço da individualidade. Respeitavam-se.

Momento tão sólido e duradouro que ainda hoje, amam-se e na troca de delicadezas e ternuras solidificam a eternidade amorosa de muitos momentos eternos.


Célia Rangel - (repost)

9 comentários:

  1. Ainda bem que esta história teve um final feliz.
    Gostei bastante!

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  2. Que bonito texto, Célia,
    Tudo o que é necessario para manter uma relação duradoura!
    Gostei muito!
    Abraços.
    Mariangela

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  3. Que bom que não se deixaram envenenar pela "amiga da onça"! Final merecido! bjs, chica

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  4. Um Grande desafio ter histórias como essa para contar!
    Obrigado pela sua sabedoria!
    Abração!

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  5. Olá,Célia,boa tarde...
    que lindo e mais ainda com um final feliz...Parabéns!
    assim é a realidade, infelizmente, "Onde tem duas pessoas felizes-Sissi e Jones-tem sempre uma terceira -Beth- morrendo de inveja."
    Para um relacionamento duradouro é necessário certa maturidade e que esteja alicerçado em alguns pilares,inclusive alguns bem destacados no belo texto: claro,o amor tudo crê, tudo entende, tudo suporta; não pode haver entre os dois uma terceira pessoa, ninguém interferindo entre os dois, nem os filhos - se tiverem;lealdade ; confiança mútua; não invasão do direito alheio;reconquista diária, Obrigado pelo carinho,Belos dias,beijos!

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  6. Sinval Silveira
    17:29
    1

    Querida amiga, Célia Rangel !
    Por aqui só tem beleza.
    Falas de rosas amarelas, as minhas preferidas...
    Fiquei emocionado.
    Parabéns !
    Um carinhoso abraço, aqui do meu Brasil !
    Sinval.

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  7. Que lindo conto, ainda bem que com um lindo final feliz, a inveja de uma "amiga" que tentou por tudo a perder, infelizmente há muito disso!
    Amor, confiança, tudo o que alicerça um relacionamento, assim nada pode abalar ou demover!
    Abraços linda amiga, amei ler por aqui!

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  8. Boa noite, querida Célia!
    Lindo! Encantador é o amor puro e eterno... ninguém consegue detê-lo...
    Bjm muito fraterno

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  9. Lindo conto, rosas amarelas são lindas e alegram qualquer ambiente, amor a flor da pele! Vou dormir vendo rosas amarelas. Beijos

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