terça-feira, 12 de abril de 2016

Na Tela Digital


Reproduzo uma pessoa um tanto muda,
Seria eu?
Muito pacífica, compreensiva, desbotada,
Seria eu?
Traços mapeados pelas marcas da vida,
Seria eu?
Displicente, irreverente, abnegada,
Seria eu?
Onde se perdeu aquela outra?
Quem a roubou de mim?
Não percebi tamanho estrago!
Seria eu?
A mente, mente dizendo que não sou eu.
Mas, o físico mostra toda a fragilidade do viver.
Seria eu?
Sim, é você em tantas décadas já vividas.
Queria mais o quê?
Ah!  - Viver demasiadamente todos os minutos.
Sorver sabores amorosos no melhor dos dias!
Seria eu?
Essa sou eu.


Célia Rangel


7 comentários:

  1. Que lindo retrato , bela visão... Realmente os anos passam, nós mudamos,por fora, por dentro, mesmo sem querer mudar,rs bjs, chica

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  2. Olá, Célia... a pergunta "seria eu", que todos nós nos fazemos, de uma forma ou de outra, olhando a nossa imagem ou não,conforme a idade e as circunstâncias da vida, "mexe" muito conosco, tanto a procura de sentido e resposta. Fisicamente , o corpo sempre será a resposta, pois, o corpo vive o presente , depois de "tantas décadas já vividas", e a mente até pode vaguear pelo passado e futuro... mas, mente e corpo conscientes, a sabedoria do "sou eu vivendo demasiadamente todos os minutos"...Obrigado pelo carinho,belos dias, beijos!

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  3. Oi Célia,

    Retratou tantos e tantos "eus"....

    Só vale a pena viver se for intensamente...

    Bjos

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  4. Uma corrida introspectiva pela identidade. Uma reflexão de Vida.
    Gostei.

    Beijo
    SOL

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  5. Nós somos um enigma para nós mesmos!
    Grande abraço Célia!

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  6. Muito bonito, Célia! Gostei imenso do 'seria eu?' Uma pergunta que fazemos todos os dias e em várias circunstâncias. São as mudanças inquestionáveis, presentes dado pela vida... O melhor é lutar, abrir guerra para não sermos vencidos, assim no mais... Uma hora seremos vencidos, mas sempre vou empurrando com a barriga...Mas fechou com chave de ouro.
    bjus.

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  7. Muitas vezes nem nós nos conhecemos, mas conhecemos bem que o tempo passa e mudamos muito! Beijos

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Célia Rangel,
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