quarta-feira, 18 de maio de 2016

Devaneios



A rua está desvestida
solitária
desnuda de pessoas.

Até os pássaros
descobrem
que estamos no outono.

Aconchegam em seus ninhos
futuros
trinados aos nossos ouvidos.

O sol se espreguiça.
O céu se encobre.
A lua boceja.

Fico a devanear
nas nuvens
sua imagem...


Célia Rangel

9 comentários:

  1. Que delicioso devaneio, Celia!
    Hoje passei pra visitar os blogs das amigas que tão gentilmente me deram um grande incentivo em meu blog tb! Obrigada pelo seu carinho e saudades de vc! bjs,

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  2. Poesia linda e bem inspirada! ADOREI! BJS, CHICA

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  3. Acredito que todos nós estamos como esta rua desvestida!
    Grande abraço!

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  4. Bem assim, Célia, tudo recolhido, meio quieto, parece que a vida se recolheu. Linda ficou tua descrição sobre o Outono, folhas mortas, chuva, vento e um tímido sol. Assim está também aqui. Bom mesmo é ir para um lençol térmico, ler, ver televisão e esperar que o Outono e Inverno passem e venha a Primavera. Gostei muito.

    Beijos.

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  5. Olá,Célia,boa noite... cada estação tem a sua beleza e os seus ensinamentos, chegam para deixar nascer um novo tempo , como o de agora, com suas cores neutras, ruas solitárias, pássaros em seus ninhos, o friozinho gostoso e os devaneios ... tudo que o outono nos proporciona!
    Obrigado pelo carinho,belos dias,beijos!

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  6. Olá, Célia.

    Lindo devanear, belos versos que recriam na imaginação esse poético outono. Muito bom.

    Um abração.

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  7. OI CÉLIA!
    E, NESTES DEVANEIOS SURGEM COISAS LINDAS COMO TEU TEXTO, AMIGA.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  8. Faz frio o povo some, ainda mais na chuva.

    bjokas =)

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Célia Rangel,
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