quinta-feira, 26 de maio de 2016

Um olhar interior

Há um tempo em que nada mais é medido no usual.

Toca-se ou não em pessoas próximas ou distantes.

O importante é navegar no rio das emoções,

Em embarcações envolvidas e acalentadas,

No olhar, no abraço, no beijo de almas.

Só mesmo com a poesia,

Para concebermos o devaneio das imagens,

Ainda que metafóricas

É preciso se achegar de um grande amor,

E transpô-lo em verso, em sonhos e magia...

O desejo que sacia e acaricia.

Ah! Esse é o sentimento que não polui a água do rio da vida,

Mas que flui a um encontro intenso e verdadeiro,

Na dosagem suficiente de almas nascentes,

Em que o do poeta sai da sua clandestinidade

E explode a intimidade reveladora da memória sonhos,

Justificando as aflições da sua existência.


Célia Rangel


6 comentários:

  1. Maravilhosa tua inspiração e o quanto bem tu colocas teus versos! beijos,chica

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  2. Que lindos versos ao amor, sentimento sublime, só o amor pode realizar milagres!
    Amei ler amiga poetisa Célia!
    Abraços apertados!

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  3. Na verdade, Célia, nesse não tão longo caminhar da vida, o que buscamos sempre são sentimentos de aconchego, carinho, reconhecimento e amor. E paz. Sem isso, nada vale a pena. Pra quê servirá o restante?
    Um Beijo.

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  4. CÉLIA,

    quer saber a maior das minhas frustrações?

    Nunca ter sido capaz de ter feito um poema!

    Muito bom.

    Abração carioca.

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  5. Ei Célia!
    Um beijo e saudade de te ler aqui.
    Feliz nova semana e grata
    por estar sempre
    no Espelhando.
    CatiahoAlc.

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  6. Amei, Célia. Eu gosto das relações entre rio, água e sentimentos e você trouxe novas definições a elas.
    Um abraço!

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
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