terça-feira, 14 de junho de 2016

INTIMISTA



Do espaço onde estou
Não quero mais figuras inertes
Abnegadas sem reação alguma,
Impotentes diante de mandos e desmandos...
Sem caráter. Sem moral. Sem crença.

Quero respirar... Voar... Sentir...
A pureza e a simplicidade de um novo tempo
Da minha alma, dos meus sentidos,
Sem crises existenciais que me sufocam!
É monótono.

Quero poder manter a paz da solidão.
Quero ser somente eu íntegra e serena...
Basta.

Afinal, hoje, sei quem sou.
Um ser que vive e não vegeta,
Que abomina incoerências e fingimentos...
Tenho atitude.

Quero um espaço no infinito onde caiba somente o coração...
Nele está minha alma!
Onde possa espreguiçar toda minha vida abolindo a razão.
Sou responsável por aquilo que escolho.
Faço um inventário das minhas emoções.

Íntimo espaço, para poucos, muito poucos.

Célia Rangel


11 comentários:

  1. ~~~
    Bravo, Célia!
    Muito aprecio estes seus poemas assertivos e inteligentes,
    em defesa do direito à sua intimidade e ao seu espaço,
    numa ótica de elevada ética.

    Elevo a minha taça e celebro consigo a vida!
    Abraço.
    ~~~~~
    ~ http://avivenciaravida.blogspot.pt/

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  2. "..Íntimo espaço, para poucos, muito poucos." dissestes tudo aqui no final desse maravilhoso poema que nos mostra sua alma!
    Amei ler, abraços apertados!

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  3. Verdadeiros desejos existenciais!
    Grande abraço Célia!

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  4. O "nosso" espaço, é o nosso Mundo. Nele (e por ele) nos realizamos e fazemos testemunho de Vida.
    Amei.


    Beijo
    SOL

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  5. Quando a gente sabe quem somos, não admitimos nada menos do que merecemos. Somos mais seletivos nas escolhas e nas amizades.

    bjokas =)

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  6. A sua intimidade permite amor e carinho para quem você tem amizade e amor, sei disto! Beijos com carinho

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  7. Olá, Célia.

    Se conhecer liberta, abre portas para conhecer os outros... Belo e reflexivo versar.


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    Um abração.

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  8. Maturidade, Célia. A coisa é toda esta. Atingiu, passa para este estado.
    Grande abraço!

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  9. Boa noite, querida Célia!
    Seríntegra e serena é meta para mim também sempre...
    Lindo poema!
    Todos os seus me dizem muito...
    Bjm muito fraterno

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  10. Ah, Célia, esse é o ideal, custa um pouco, mas quando tomamos esse decisão, é porque de tudo já experimentamos. E cansamos. É necessário passarmos por lombas, pular buracos, caminhar no lodo. Aí, escolhemos com segurança o rumo definitivo e tudo muito rápido. E cada vez menos gente no pedaço, apenas os escolhidos. Que sempre são poucos.
    beijo.

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  11. Que serenidade, que paz, Célia!
    Parabéns! Aproveite-a!

    Beijinhos

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Célia Rangel,
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