segunda-feira, 4 de julho de 2016

Brutal



Desgastante é ver a fraqueza de um poema
Atingir o âmago de uma partida
Silenciosa demais.


Uma face endurecida pelo final
E outra se desfazendo pelo caminho
Abismo total.


Há uma dor invisível no sorriso
Sem aviso prévio de sua saída
Divisão injusta.


Cala-se diante da superfície obscura
Garimpa-se palavras ao poema sobrevivente
Iminente é o encontro.


Célia Rangel








5 comentários:

  1. Há pareceres injustos em actos menos justos. As "raivas" podem surgir a cada palavra ou a cada verso. Mas, não será um final; apenas a continuação do sempre.



    Beijo
    SOL

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  2. Um poema eloquente que nos fala da ligação umbilical
    que se cria entre o artista e a sua obra, do desvelo
    na hora de entregá-lo ao mundo.
    Muito sentido e bem construído.
    Abraço, Célia.
    ~~~~~~~~

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  3. Boa noite, querida Célia!
    O poeta sabe que palavras usar para expressar como sente sua arte e vc versejou isso com competência em forma de versos...
    Bjm muito fraterno

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  4. Gostei muito, Célia, principalmente por achá-lo bem triste. Mas tão belo quanto...Gosto de poemas que dizem, que mexem conosco. E assim prosseguimos.
    bjs.

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  5. Olá, Célia.

    A poesia e a poetisa, o alfa e o ômega na transcendência do versar. Muito Bom.

    Um abração.

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