domingo, 24 de julho de 2016

Viagem




No abraço de dois corpos,
Uma estrada a percorrer.
Na velocidade do respirar,
Todo um percurso a conhecer.


A carícia como combustível,
Injetada com precisão,
Movimenta e aquece
O pulsar dos corações.


Na bagagem, toda uma vida.
No pedágio, amor não é cobrado.
No destino, a alegria percorrida,
Na chegada, o clímax do cansaço.


No abraço da criança...
Fundem-se sonhos.

No abraço do jovem...
Acalentam-se as ilusões.


No abraço do adulto...
Perpetuam-se as esperanças.


No abraço do idoso...
Finito na eternidade.

O encontro de dois corpos!

Na viagem final...
Sem bagagem,
Sem roteiro,
Sem estrada,
Apenas...
Almas enlaçadas.


Célia Rangel













6 comentários:

  1. Boa Tarde,querida Célia!
    No pedágio da vida o amor não é cobrado pra alguns... que lindo isso!
    Bjm muito fraterno

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  2. Sublime, Célia!
    Vou tomar nota deste poema maravilhoso, para um dia o citar
    com a sua licença...
    Tocante e perfeito!
    Abraço sincero.
    ~~~~~~~~~~

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  3. Uma vida. Imagem corrida de uma vida lisa, franca, dada, sentida. A sua, minha amiga.
    Parabéns.

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  4. Na viagem final... o descanso do idoso.
    Boa semana.

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  5. Oi Célia!
    Lindo e esperançoso poema, no qual eu acredito muito.
    Abraços, e uma ótima semana!
    Mariangela

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  6. Nos encontraremos como Anjos, mas nos encontraremos. Beijos

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
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