sábado, 27 de agosto de 2016


Precisa-se de loucos

Rivalcir Liberato

De loucos uns pelos outros! Que em seus surtos de loucura tenham habilidades suficientes para agir como treinadores de um mundo melhor. Que olhem a ética, o respeito às pessoas e a responsabilidade social não apenas como princípios organizacionais, mas como verdadeiros compromissos com o Universo.

Precisa-se de loucos de paixão. Não só pelo trabalho, mas principalmente por gente, que vejam em cada ser humano o reflexo de si mesmo, trabalhando para que velhas competências deem lugar ao brilho no olhar e a comportamentos humanizados.

Precisa-se de loucos de coragem para aplicar a diversidade em suas fileiras de trabalho, promovendo igualdade de condições sem reservas, onde as minorias possam ter seu lugar, em um ambiente de satisfação e crescimento pessoal, independentemente do tamanho do negócio, segmento ou origem do capital.

Precisa-se de loucos visionários que, além da prospecção de cenários futuros, possam assegurar um novo amanhã, criando estratégias de negócios que estejam intrinsecamente ligadas à felicidade das pessoas. Primeiro a gente é feliz, depois a gente faz sucesso, não se pode inverter esta ordem.

Precisa-se de loucos pelo desconhecido que caminhem na contramão da história, ouvindo menos o que os gurus têm a dizer sobre mobilidade de capitais, tecnologia ou eficiência gerencial, e ouvindo mais seus próprios corações.

Precisa-se de loucos poliglotas que não falem inglês, espanhol, francês ou italiano, mas que falem a língua universal do amor, do amor que transforma, modifica e melhora. Palavras não transformam empresas e sim atitudes.

Precisa-se simplesmente de loucos de amor; Amor que transcende toda a hierarquia, que quebra paradigmas; Amor que cada ser humano deve despertar e desenvolver dentro de si e pôr a serviço da vida própria e alheia; Amor cheio de energia; Amor do diálogo e da compreensão; Amor partilhado e transcendental.

As organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão, essencialmente focados no SER, sem receios de serem chamados de insanos, que saibam que a felicidade consiste em realizar as grandes verdades e não somente em ouvi-las…

Ou resgatamos a inocência perdida ou teremos que desistir de vez da condição de HUMANOS.

5 comentários:

  1. Amei, nossa, assino embaixo, só o amor nos traz a leveza e a atração do progresso, cada um que se atreve a sair de si e ir ao encontro do Todo, da vida, do amor compartilhado, amo sentir amor, ser eu mesma quando olho nos olhos das pessoas e sinto o que elas sentem!
    Nossa, como o mundo está precisando disso, "se isso é ser louco" adoro ser louca, poder fazer sempre o que é bom para mim e para todos, pois é, nada que façamos só para nos satisfazer tem o mesmo efeito!
    Linda amiga, te admiro cada vez mais, pois em seus escritos nos mostra sua alma!
    Abraços bem apertados!

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  2. Adorei o texto Célia!
    Muitas verdades em uma
    só postagem.
    Otimo fim de semana.
    Bjins
    Catimbó Alc.

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  3. ~~~
    Um texto sublime!
    Sobressai a vincada assertividade e o elevado nível ético.
    Chegaremos a esse mundo de loucos, mas temos muito que lutar...
    Há-de chegar o dia em que a corrupção passará à história das
    civilizações, como passou o absolutismo real...
    Excelente partilha, Célia.
    ~~~ Abraço ~~~~~~~

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  4. Olá,Célia, boa noite ... (belo texto do Rivalcir Liberato) ...realmente, as organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão"...já me disseram que "se nunca agimos sobre nossas ideias , nunca teremos sonhos e nem temos que se preocupar se elas-as ideias- são realistas ou pura loucura ...aquela loucura boa, que nos faz ser ousado e sempre na busca por caminhos diferentes e originais. E sendo assim, nunca viveremos o valor de uma descoberta e logicamente, nunca agregaremos valor à nossa vida e ou das pessoas que nos cercam, "vida própria e alheia". Se ainda estamos na dúvida, se vale a pena a loucura em detrimento da previsibilidade, é só nos lembrarmos que antigamente, creio que foi na Idade Média, o bobo da corte era taxado de "louco”, e? E que era a única pessoa que podia dizer ao rei qualquer coisa, sem ser punido...quem sabe, não possamos dizer ao nosso "rei" , que cada ser humano tem o dever de despertar e desenvolver o amor dentro de si e para o alheio, isto é o que importa,neste mundo com um sistema capitalista de exclusão que privilegia o 'ter' em detrimento do 'ser'...Obrigado pelo carinho, bom domingo,belos dias,abraços!

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  5. A maioria empurra os problemas com a barriga... e não os resolve.
    O teu texto, que não tem nada de louco, devia ser lido por muita gente, nomeadamente políticos, empresários, etc, etc. Eu assino já por baixo. Excelente, minha amiga.
    Célia, tem um bom domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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