terça-feira, 23 de agosto de 2016

Viés

Se bem urdido, dá um bom acabamento
na vida de quem faz uso.

Se na obliquidade dos valores, destoa
em todas as situações.

Se colorido manifesta vivacidade
mas, se desbotado esvai-se.

Ponto a ponto na máquina humana
há tentativas inúmeras para imprescindível ser.

Fatores outros enviesaram olhares
inábil em sua fibra natural,
maculou-se em desvios vis – sua silhueta...

Célia Rangel  



6 comentários:

  1. Celia, profundo, belo e sempre vc consegue nos fazer refletir! bjs,

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  2. Um viés, é sempre algo atravessado,
    Que pode dar vestido que cai bem.
    Mas se for num olhar arrevesado,
    Já não vai nos sorrisos de ninguém.


    Parabéns, Célia, pela reflexão perfeita.


    Beijo
    SOL

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  3. E tantos viés(es) se atravessam nas nossas vidas, não, Célia? Há que aprender a desviar-nos deles. Ou a confrontá-los. (prefiro a primeira hipótese...)

    Beijinhos

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  4. Desviar demais do caminho é perigoso! abração Amiga, teu textos estão fenomenais. Parabéns

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  5. Um poema singular e de rara beleza, Célia.
    Metáforas muito bem urdidas!
    Apreciei sobremaneira.
    Abraço, Poetiza.
    ~~~~~~~~

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  6. Muito bela esta perspectiva do viés!
    Grande abraço Célia!

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Célia Rangel,
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