segunda-feira, 10 de outubro de 2016

POR UMA CRIANÇA




Há criança que sorri,
Apesar das tristezas.

Há criança que chora,
Apesar da alegria.

A primeira se conforma
E sorri com o que tem
E agradece o que é.

A outra faz birra
Por sempre querer mais
E nunca se satisfaz.

Muitas vezes, assim é nossa criança interior:
Nem sempre é grata,
Nem sempre é meiga,
Ultrapassa os limites,
Do bom senso e do equilíbrio,
Chega ao ridículo de exigências, manipulações,
Cobranças e desaforos.

Então, retiro-me com minha criança, por amá-la e não querer vê-la como moeda de troca.
Preservo-a!
Afinal, é o meu bem maior.



Célia Rangel


6 comentários:

  1. Lindo e profundo.Nunca a criança pode ser moeda de troca...Beleza te ler! bjs, linda semana,chica

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  2. Que lindo poema, Célia! Que tomada de consciência, parece uma flecha que dispara, sem dúvidas, sabendo onde vai cravar.
    Gosto dessas suas posições retas, que não deixam dúvidas. Só pode acertar no alvo.
    Beijo para essa criança que mora dentro de você!

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  3. Minha querida amiga Célia, sempre bom te ler, aqui se aprende a refletir, amei a posição sobre a criança que há em cada um de nós, a sua criança aí, que já aprendeu como se viver e ainda bem que não perdeu a boa índole e não se deixa levar e nunca ser moeda de troca!
    Abraços linda amiga!

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  4. A Poesia é(também) para "repreender" o nosso eu interior. Faz bem ser despertado para as birras de que nem nos damos conta.
    Obrigado, Célia.Recebi a minha parte.

    Beijo
    SOL

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  5. Conceitos e versos sábios, estimada Poetisa.
    Uma lição de ajuda bela e inteligente.
    Abraço, Célia.
    ~~~~~~~~~~

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  6. Oi, Célia ;)
    É como disse o sábio Renato Russo na música "Pais e Filhos":
    "Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
    São crianças como você
    O que você vai ser
    Quando você crescer".
    Beijo!

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
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