domingo, 31 de janeiro de 2016

Vida sonhada e realizando sempre...

Há um alicerce firme e confiável,
construí minha vida
em um coração amoroso
que aprendeu a se doar,
a perdoar e a amar sempre,
sem medidas.

Claro que houve tempestade
esperei passar.

Reconstruí sempre
sem melancolia ou lamuriações.

Usei da serenidade e muita garra
apreendida da sabedoria de vida.

A sedimentação da idade
traz a certeza de que se vive
bem ou mal...

Escolhi viver bem partilhando sempre.

No laboratório  do amor
faço eternas experiências.


Que paz! Que alegria! Sou feliz comigo!
Em cada momento vivido...

Célia Rangel



sábado, 30 de janeiro de 2016

Dia da Saudade...

Saudade
... De você,
... De mim,
... De nós.
União marcada por um amor,
Que de tão grande
Não coube em nossas vidas.
Partiu metade.
A outra metade busca por
... Você.
Tropeçam-se muitas vezes em pensamentos,
Uma e outra metade.
O amor?
Grande ainda... Enorme!
Vibra no coração!
Morada de uma grande saudade.
Infinitamente carinho.
Infinitamente paixão.
Infinitamente adoração.
Infinitamente...
Nada nos separa...
Juntos, seguiremos ao infinito!

Célia Rangel


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sublima-se

















À margem da magia adere-se
Ao mistério das paixões
Coloca-se perfume e temperatura nas palavras
Devaneia-se
Perturba-se pelo sofrimento
Na recusa da aceitação da razão
Briga-se com a emoção
Equilibra-se
Mas,
Entrecortam-se os silêncios em uma trama sensível
Há uma inquietude provocada
Que seduz e exige e busca a passionalidade
Ainda que no anonimato
Perde-se o equilíbrio
Obtém-se um mal – estar: - a inquietação
Na tentativa de desapegar-se do envolvimento
Mascaram-se sentimentos apagando-se grandes paixões
Possível? Não creio.


Célia Rangel

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Vivendo em poemas...


Em segredo converso com meu coração

Repousante diálogo transcendental

Não há suspenses... há eloquência nos silêncios

Longa é a reflexão entre realidades e sonhos

Uma guerra entre o racional e o emocional

Revolucionária terei de tergiversar nas decisões

Condescender sem exigências

Limpar o celestial e repensar sempre

A cada novo desabrochar encantamentos

Mordiscar simplesmente para não afastar

'Morremorrer' em uma colorida noite de sonhos

Fluindo em nosso poema estelar

Precedo-lhe.

Célia Rangel.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ser Poeta


Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela d'Alma da Conceição Espanca tem hoje seus versos admirados em todos os cantos do mundo, diferentemente do que aconteceu quando ainda viva, época em que foi praticamente ignorada pelos apreciadores da poesia e pelos críticos de então. Os dois livros que publicou, por sua conta, em vida, foram "O Livro das Mágoas" (1919) e "Livro de "Sóror Saudade"(1923). Às vésperas da publicação de seu livro "Charneca em Flor", em dezembro de 1930, Florbela pôs fim à sua vida. Tal ato de desespero fez com que o público se interessasse pelo livro e passasse a conhecer melhor a sua obra. Dizem os críticos que a polêmica e o encantamento de seus versos é devida à carga romântica e juvenil de seus poemas, que têm como interlocutor principal o universo masculino.


Texto extraído do livro "Sonetos", Bertrand Brasil - Rio de Janeiro, 2002, pág. 118.
Fonte: http://www.releituras.com/fespanca_serpoeta.asp 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Libertando-se















Na dúvida de um espaço interior,
Recolha-se em sua carência e reflita,
Reforce o que é de verdade,
Abandone certos padrões e foque-se em você.

Reconheça erros e acertos,
Fuja de paradigmas sociais.

Acomode-se longe de olhares presunçosos.
Não se deixe inflar por certas reações fúteis.
Permaneça sendo quem você é.

Descarte adereços frágeis,
Que em nada acrescentam à sua pessoa...
Sua consciência deve ser seu porto seguro,
Nela reside seu imenso poder para com o mundo.
Assim, no silêncio da sua existência,
Busque ser quem você é realmente:
- Respire,
- Suspire,
- Mentalize,
- Sonhe,
 - Realize.
Nossa intensidade é revelada no silêncio dessas ações...


Célia Rangel

domingo, 17 de janeiro de 2016

Cyber Bênção

PAPA FRANCISCO ABENÇOA A FOTO DE UMA CRIANÇA NO CELULAR


Fonte:http://fotos.estadao.com.br/galerias/fotografia,imagens-de-16-de-janeiro,23461?startSlide=0&f=0 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Certezas? Nem sempre...




















Uma energia transformadora nos faz percorrer
Caminhos com a rapidez do som!
Liberdade e prazer são fontes inspiradoras,
De colecionar palavras encantadoras.
Curtir amor pelas pessoas,
Amar sem precisão alguma.
É o tempo em que tudo se transforma:
Tristezas em alegrias,
Saudades em possibilidades,
Amores em realizações,
Promessas, em sonhos celebrados,
Distâncias encurtadas pela estrada do coração.
Pessoas queridas arquivadas em “Minha Sensibilidade”
Documentos e sentimentos recuperados,
No “disco sentimental” de toda uma vida!
Tempo... Idade... Catalogados como ferramentas,
Para a busca da sabedoria que o amadurecimento traz.
Ah! As pessoas... se esquecem da simplicidade da vida...
Da ternura, da magia, do encantamento, da doação...
Viver e deixar-se viver na transformação
Do ontem, do hoje e do amanhã.
Uma linda, serena e muito suave transformação!
Viva – pura e simplesmente – pessoa!

Célia Rangel


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Eis que Chegou... e Agora?



Foi um nascer difícil.
Enlameou-se em terras e em caráter.
O semblante totalmente recoberto pela desfaçatez.
O esperado chegou, enquanto o velho adormecia,
Anestesiado pela imoralidade generalizada.
Abateu-se o cansaço pela longa espera.

O que fazer, agora, com tudo isso que se abre novo a cada dia?
Que não venha com inesperadas soluções fantasiosas...
Mas, que nos inspirem a ser mais com menos,
Até porque, esse é o ritmo a que estamos habituados.

Tudo novo de novo?
Não! Apenas muda um algarismo...
Nada mais.

Se eu, você...  nós não formos à luta diária,
Nada ou muito pouco se renovará.
Rola a pedra – desabamentos, mortes...
Rios transbordam –  desalojados, desabrigados...
Enxurrada das barragens... Cadê Mariana?

Culpam o El Niño... Será só isso mesmo?
Ah! As ações cruéis humanas para com o Planeta!
Há um cenário pouco animador...
Mas, “andar com fé eu vou... que a fé não costuma faiá...”


Célia Rangel