domingo, 31 de julho de 2016

Despir-se das Vaidades


Ser forte como a raiz de uma árvore,

Ser frágil como o perfume que se esvai,

Ser presente como as folhas que caem,

E retornam revestidas e corajosas na primavera.

E, assim, renovar a esperança do renascer...

Em outras vidas, em outras espécies, outra esfera.

Na profundidade uterina da mente e do coração

Com um novo olhar gerar uma nova e liberta vida...

Assim eu vejo o ciclo da vida:

Nascer... Viver... Morrer.

Finito ao encontro do Infinito.





CéliaRangel

©Direitos Reservados



sábado, 30 de julho de 2016

Cultura




Mario Quintana, poeta de fino humor e simplicidade requintada, nascia há 110 anos
Simplicidade do escritor morto em 1994 vinha de um refinamento que era fruto de madureza e de um convívio com o 'mistério evidente' de uma poesia que não se deixa definir nem explicar.
Mario Quintana (1906-1994) não gostava de homenagens. O próprio fazia questão de contar a história de quando, convidado a escolher um poema para uma placa em sua homenagem na praça principal de Alegrete, recusou-se com a justificativa de que “um erro em bronze é um erro eterno”. O que era para render mais uma página à lista das deliciosas anedotas de Quintana acabou se tornando eterna boutade graças ao prefeito da cidade natal do poeta, que aproveitou o episódio como conteúdo da placa. Isso ilustra o fino humor de um poeta que detestava o teor protocolar dos encômios, e, especialmente, no mundo literário, o solene das escolas literárias e academias de letras.
Há 110 anos nascia Mario Quintana.
Quintana. Equilíbrio entre erudição e sabedoria de vida.
A obra e a personalidade de Quintana, contudo, não se resumem ao seu tão conhecido gosto pelas coisas simples. Nem às suas excelentes boutades, como dizer dos materialistas que são “o sepulcro de Deus” ou que os modernistas brasileiros um dia descobriram o Brasil. Quando dizia que não era preciso buscar “o lado de lá”, porque já há muito mistério neste mundo, Quintana dizia-o como poeta íntimo dos mortos e das crianças, esses que permanecem quem são num tempo de relógio sem ponteiros. Sua simplicidade vinha de um refinamento que era fruto de madureza e de um convívio com o “mistério evidente” de uma poesia que não se deixa definir nem explicar.
Quintana se aborrecia com o bestialógico (palavra dele) dos críticos. Defendia que um autor (sua obra) falasse por si, que não o obrigassem a prestar satisfações. Daí mais uma de suas preciosas tiradas: que um poeta só devia responsabilidade em face da Esfinge. Ao tomar o sobrenatural como natural dentro do mundo das letras, não hierarquizava motivos poéticos: podia ser um poeta familiar tanto de grilos e cigarras quanto de anjos bíblicos. Podia ser tanto espirituoso quanto nostálgico.
Nesses 110 anos de Mario Quintana, comemorados neste sábado, dia 30 de julho, quem se dispuser a revisitar seus livros, na bela coleção da editora Alfaguara, encontrará não só um amigo das singelezas da vida. Encontrará também alguém que sabia ser sublime, como no caso do poema Uma Alegria para Sempre, do livro Baú de Espantos, de 1986, que o poeta dedica à sua sobrinha-neta Elena. Quem reler um a um os livros dessa obra feita de memórias e invenções (sempre confundidas) encontrará não só uma alma saudosa de menino do interior do Rio Grande do Sul, adolescente de colégio de internato, devorador dos livros de Dostoievski. Encontrará também um grande leitor e tradutor dos simbolistas franceses, como Verlaine e Mallarmé. Não só um autor com o dom da brevidade em versos avulsos, epigramas e haicais, também um poeta moderno intelectualmente avesso à era da técnica, ao mundo cibernético, aos imediatismos.
As melhores frases de Mario Quintana, que nascia há 110 anos:
Embora sejam marcantes em sua obra alguns dos aspectos mais frequentes na poesia moderna e contemporânea, como o humor, o espírito aforístico, a informalidade e o elogio do singelo, o imaginário de Quintana propositalmente emana uma atmosfera de outro século, um pouco lúdica ou irônica, um pouco melancólica, do tempo dos bondes, dos lampiões, dos realejos, dos carrosséis. Quase uma provocação literária, Quintana dizia ter feito seu “Curso d’Alma” com o decadentista Antônio Nobre. Sua estreia na literatura com um livro de sonetos (A Rua dos Cataventos), em 1940, é outro exemplo de como o poeta não se prendia a modismos vanguardistas com sua maneira de ser graciosamente honesto ao preferir estar nu, porque a nudez, afinal, é o que nunca sai de moda.
O segredo desse ar gracioso é o que tempera a nostalgia de um afeto por fantasmas de velhas casas de infância com corredores enluarados e retratos de mortos pendurados nas paredes. É essa graça de continuar olhando a vida com certo ineditismo de boas-vindas, mesmo às coisas do passado, que torna saborosos os anacronismos do poeta. É, enfim, esse discreto equilíbrio entre erudição literária e sabedoria de vida que faz de Mario Quintana um autor a ser relido sempre com nova alegria.
"Sonhar é acordar-se para dentro"
"Descobri que nas sucessivas casas que habitamos fica sempre um fantasma nosso, de diferentes idades e cada qual mais relutante em dissolver-se no tempo"
"O primeiro sinal da incompreensão é o riso; o segundo, a seriedade"
"No dia em que estiveres muito cheio de incomodações, imagina que morreste anteontem... Confessa: tudo aquilo teria mesmo tanta importância?"
"Amar é mudar a alma de casa"
“A solidão é o silêncio que a gente faz dentro de si mesmo, em qualquer ambiente, seja barulhento ou não”
"Nunca evoluí. Sempre fui eu mesmo"
"A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe"
"A amizade é um amor que nunca morre"
"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"
"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda"
"Viver é mudar o cenário de solidão"
"O que têm de bom as nossas mais caras recordações é que elas geralmente são falsas. Se eu fosse acreditar mesmo em tudo o que penso, ficaria louco"
"Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos"
"A indiferença é a mais refinada forma de polidez"

MARIANA IANELLI é poeta, autora de 'O AMOR E DEPOIS', 'TEMPO DE VOLTAR', entre outras obras.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mario Quintana, eterno!


Brasa Dormida



Da minha vida, o que eu me lembro

 É uma

 Sucessão de janelas fechadas

 Nalgum país de sonho...

 Apago-me, suponho,

 Como as luzes de uma festa.

 Ah! uma coisa resta,

 Misterioso reflexo no escuro:

 Teus lábios úmidos como frutos mordidos!



 (Mario Quintana - Preparativos de viagem)
       (Aniversário de nascimento: 30/07)

Fonte: http://mario-quintana-rh.blogspot.com.br/2014/04/brasa-dormida.html   


terça-feira, 26 de julho de 2016

Avós e Netos...




Em muitos os fios do cabelo pratearam


Em outros sobram energias


Mas em todos há um grande amor


A extensão familiar brotando nos netos


Avós participativos na missão maior de novas vidas


Alicerce futuro para outra geração


Mundo estranho, endêmico de maldade humana


O homem contra o homem


E nossos netos nele vivendo...


Que o Pai e a Boa Mãe abençoem netos e avós


Hoje e sempre


Na medida do possível Feliz “Dia dos Avós” !



Da vovó Célia

Para neta Isabele.


"Um povo que não escuta os avós é um povo que morre", declarou Papa Francisco.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dia Nacional do Escritor

Instituído por um decreto governamental após a realização do I Festival do

Escritor Brasileiro, o Dia do Escritor é celebrado a cada 25 de julho.


http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-escritor.htm


A paixão de uma poeta

Minhas asas nem sempre são mágicas,
Tão autênticas que chegam a doer.
No aquecimento do seu voo,
Atingem corações e machucam-se,
Percorrem estradas longínquas,
E com matizes diversos
Colorem sublimes ilusões.
Quando tudo parece acabado,
Recorro aos sentimentos nobres,
Envolventes, apaixonantes, fiéis.
Ressurjo nas garras de uma águia,
No voo sublime dos heróis da vida,
Inebriando-me na fonte do amor,
Reabasteço minhas energias.
Minhas palavras aninham-se no coração,
Só depois, alcançam minha mente.
Assim, nem sempre me compreendem
Pois, o homem racional, mata o emocional.
Difícil convivência, impossível conivência!
Sonhadora, minha arma são as palavras
Projetadas em devaneios no alvo de asas,
Que interceptaram o meu paraíso...
Incubador do meu embrião de poetisa!

Célia Rangel

domingo, 24 de julho de 2016

Viagem




No abraço de dois corpos,
Uma estrada a percorrer.
Na velocidade do respirar,
Todo um percurso a conhecer.


A carícia como combustível,
Injetada com precisão,
Movimenta e aquece
O pulsar dos corações.


Na bagagem, toda uma vida.
No pedágio, amor não é cobrado.
No destino, a alegria percorrida,
Na chegada, o clímax do cansaço.


No abraço da criança...
Fundem-se sonhos.

No abraço do jovem...
Acalentam-se as ilusões.


No abraço do adulto...
Perpetuam-se as esperanças.


No abraço do idoso...
Finito na eternidade.

O encontro de dois corpos!

Na viagem final...
Sem bagagem,
Sem roteiro,
Sem estrada,
Apenas...
Almas enlaçadas.


Célia Rangel













sexta-feira, 22 de julho de 2016

Um pingo


Colocar ‘pingos’ nos ‘iis’

Colocar um ponto final.


Ouvir um pingo caindo

De uma torneira

Ou em um telhado

O pingo que molha a terra

Um pingo de gente...


Não ter um pingo de grana!

Muito menos de paciência...

Um pingo!


Soberano e inoportuno

Muitas vezes.

Já em outras, acalentador!


Um pingo, inferioridade total!


Pingo, um cão obediente...

Faz a alegria de uma criança


Um pingo de carinho...

Energia deslumbrante!


Um pingo de esperança...

Ansiedade no ar!


Um pingo de amor...

Suficiente.



Célia Rangel.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Amizade

AMIZADE
Lauro Daros


A vida,
celeiro de belezas,
entre elas, a amizade.


Conservá-la e nutri-la é sublime,
e sutilezas não a abalam.
Se a indiferença a fere,
o olhar a fortalece.


Relações puras se fazem do nada
e se prolongam sem exigências.


Em cena,
tão só o encontro e o convívio.
O singelo e simples
ganha brilho de celebração.


No aconchego suave,
revelar-se é prazer,
e confiar escolha fácil.
O silêncio é música,
e a palavra, canção.

Amigo,
grão sublime de ouro
que traz a ternura de Deus.


Dia da Amizade

Ser Amigo

Se você quer ser amigo, precisa ter convicção do significado de um amigo.
As Escrituras dizem: "Aquele que teme o Senhor faz amigos verdadeiros, pois tal como ele é, assim é o seu amigo".

Você pode ser amigo criando uma ponte de amizade nas estradas da vida.
Muita gente tem vivido em profundidade a relação do ser amigo.

Os sábios do povo de Deus diziam: " Um amigo ama em todo tempo" Pr17,17).  "A doçura do amigo é melhor que o próprio conselho" (Pr27,9). "Esquecer uma ofensa cria laços de amizade; insistir nela separa os maiores amigos"(Pr17,9).

Um amigo que mantém a amizade, encontra o sentido do ser amigo em todos os momentos de sua existência.

No mundo de hoje, um amigo de verdade é uma bênção de Deus. O amor de um amigo é força vital nas dificuldades desta vida.

Vale a pena ser amigo!

Frei Anízio Freire, OFM



Amizade


Dia da Amizade / Amigo/a


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Andarilha


Em tédio minha alma andarilha pensa em você
Encontrar-te ainda que na extensão do pensamento
É dominação extasiante de uma vida...

Na voz do silêncio eterna é a sonoridade
Nas nuvens plasmo minha visão em sua moldura
Sei que o encontrarei...

Nosso tempo cicatrizou tristezas
Aconchegou momentos e amores pausados
Em desvios emocionais.

Há um caminho alegre e terno para trilharmos
Viveremos amores interrompidos 
Tudo em resgate por nossas almas.

Andarilha? Jamais!

Célia Rangel






domingo, 10 de julho de 2016

Reflexão


10 preciosas frases de *Louise L. Hay...



1 – Dentro de nós estão as respostas para todas as perguntas que podemos fazer. Você não tem ideia de quanto é sábio!



2 - Se um pensamento ou crença não lhe é mais útil, livre-se dele! Não existe nenhuma lei que diga que só porque você um dia acreditou em alguma coisa é obrigado a acreditar nela para sempre.



3 - AMAR A SI MESMO. Essa é a “varinha mágica” que dissolve problemas.



4 - O amar a si mesmo, amar o eu, começa com jamais nos criticarmos por nada. A crítica nos tranca dentro do padrão que estamos tentando modificar.



5 - A vida na verdade é muito simples. O que damos… recebemos.



6 - Seu problema não precisa mais ser verdade para você. Ele agora pode sumir no nada, de onde veio. E você pode fazer isso.



7 - Não pense que sua mente está no controle. VOCÊ é que controla sua mente. Você usa sua mente.



8 - A única coisa sobre a qual você tem controle é o seu pensamento atual.



9 - Quando criamos paz, harmonia e equilíbrio em nossas mentes, os encontramos em nossas vidas…



10 - Existe um incrível poder e inteligência no seu interior constantemente reagindo aos seus pensamentos e palavras. O ponto do poder está sempre no momento presente.

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* Louise Hay (8 de Outubro de 1926) é uma autora motivacional e fundadora da Casa Hay, uma casa de publicações literárias. Louise lançou vários livros de autoajuda, sendo considerada uma das fundadoras deste tipo de literatura.

Palestrante e professora de metafísica, iniciou sua carreira como ministra da Ciência da Mente, em 1981, já ajudou milhões de pessoas a descobrir e usar todo o seu potencial criativo para o crescimento pessoal e a autocura. Ela é conhecida como uma das maiores difusoras do conceito de autoajuda. É uma das autoras mais vendidas da história no mercado editorial em todo o mundo. Em seus livros, propõe que enfermidades físicas geralmente são psicossomáticas.

Ela própria conviveu com o câncer (doença que curou sem a ajuda da medicina convencional), e então descobriu definitivamente sua vocação para ensinar às pessoas que esse tipo de enfermidade é um reflexo do padrão de comportamento que o indivíduo emana para o mundo. Então, desenvolveu padrões positivos de pensamentos para reverter o avanço das diversas doenças. Começou a viajar pelos Estados Unidos ministrando workshops sobre como amar nós mesmos e curar nossas vidas.

Suas obras já foram traduzidas para mais de 25 idiomas em diversos países do mundo e algumas delas integraram a lista dos mais vendidos do The New York Times. Mais de 50 milhões de cópias de seus livros foram vendidas até então mundo afora.

LIVROS

ü  Ame seu Corpo, 2012, Madras Editora, ISBN: 978-85-370-0774-7

ü  Histórias de Vida, 2012, Madras Editora, ISBN: 978-85-370-0800-3

ü  Mulheres Poderosas, 2012, Madras Editora, ISBN: 978-85-370-0775-4

ü  O Poder Está em Você, 2012, Madras Editora, ISBN: 978-85-370-0795-2

ü  Vida!, 2012, Madras Editora, ISBN: 978-85-370-0785-3



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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Envolvimento


Estar sempre à espera

Das plurais despedidas

Ser incoerente – é fato.



Em cada íntimo entardecer

Perdem-se cores e formas

Ritual de todas as noites.



Ama-se céu, luas, estrelas

Sonha-se com coisas – o ter

Ilusão desmedida.



Sereno seria habitar o outro

Com total desprendimento

Amando – magia plena.



Célia Rangel



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Brutal



Desgastante é ver a fraqueza de um poema
Atingir o âmago de uma partida
Silenciosa demais.


Uma face endurecida pelo final
E outra se desfazendo pelo caminho
Abismo total.


Há uma dor invisível no sorriso
Sem aviso prévio de sua saída
Divisão injusta.


Cala-se diante da superfície obscura
Garimpa-se palavras ao poema sobrevivente
Iminente é o encontro.


Célia Rangel








sexta-feira, 1 de julho de 2016

TEOREMA VITAL



É o olhar...

A falta que me faz
Mas não me lastimo
Prossigo
Olho por mim e por você
Vejo a realidade sem medo
Você me deu condições
De superar conflitos
Ainda que só mentais
Não me desespero
Espero
Lembro-me do que fizemos
Faço
Em dupla era melhor
Mas me ajeito sem você
Encontro-me com
O meu riso
A minha fé
O meu descanso
A minha alegria
O meu lazer
O meu trabalho
A minha responsabilidade
E individualidade
Não me deixo abater
Porque você não está
Valorizo-me
Há sangue que pulsa
Ruboriza-me
E suor que se exala
Incensa-me
Tudo tem sentido mais ainda
Há vida na vida.

Célia Rangel 




Q.E.D  ou  C.Q.D.

[Quod erat demonstrandum é uma expressão em latim que significa "como se queria demonstrar". É usual aparecer no final de uma demonstração matemática com a abreviatura Q.E.D. ou na versão em português C.Q.D.. Frequentemente é substituído por um dos símbolos ou (de origem grega, da matemática praticada na antiga Grécia)]