sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Um poema e muita meditação!


SOLIDÕES

Lauro Daros


Resistem ruínas emocionais, lembranças de dor,
amargas como sangue, tristezas brutais, turvas,
na intimidade, alcanço-me primitivo e sem cor,
persigo-me para dissipar sombras e liberar luzes.


Arqueólogo de meus destroços, escavo o começo,
sedento de encontrar-me límpido, sem camadas,
buscar-me original, sem a roupagem de ideologias,
conhecer-me sem o peso de sonhos nunca meus.


Recorrer ao princípio para recuperar a fonte da vida,
recomeçar, porque a infância é água que brota pura,
esse passado fértil que fecunda um futuro obscuro,
negando-me ao fatalismo demente, insano e ilógico.


Chegar à profundeza para alcançar alturas celestes,
libertar-me na leveza da brisa, arejar-me, inflar-me,
sem deixar a nascente que revigora, maravilhar-me,
saber que a alegria perene começa na infância feliz.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

AMAR, ingrediente essencial...


Responsabilidades múltiplas e extenuantes,
ao arquitetar uma família.

Ser perscrutadora em mistérios decifrando-os,
com a medida certa do envolvimento, por ser criatura prática,
ao educar-se e aos demais, no eterno aprender a fazer juntos.

Prazeres intensos na alegria do silêncio amoroso,
namorar os bons momentos para ter felizes recordações.

Ser proativa coordenando razão e emoção para evoluir,
não sendo nem tão doce, nem tão amarga, um pouco ácida talvez...

Aceitar a diversidade humana que permeia todo o meu ser,
fazendo única conexão com o Universo com visões possíveis:
- Apaixonada. Amante da vida.
- Brincante. Centrada.
- Atuante. Independente. Empreendedora.
- Sonhadora sim, mas sobre firme alicerce de fé na vida...

Hoje celebro, agradecendo sempre, meus 71 anos de vida repleta de amor.


Célia Rangel

domingo, 23 de outubro de 2016

O Silêncio e a Saúde

Silêncio faz bem à saúde
MARCEL HARTMANN - O ESTADO DE S. PAULO

Prática previne problemas cardíacos, melhora a respiração, controla a ansiedade e o estresse e ajuda na tomada de decisões

Momentos de silêncio são essenciais para preservar a saúde do coração, refletir sobre os acontecimentos do dia e consolidar as memórias. 

Hoje, ao chegar em casa no fim do dia, faça um pequeno esforço: fique cinco minutos sem ligar televisão, música, rádio ou Netflix. Preste atenção aos sons do vizinho, da sua casa, dos carros e dos pássaros na rua. É uma prática fácil e com mais efeitos benéficos do que você imagina: o silêncio faz bem ao coração, à respiração, à memória, à aprendizagem e ao bem-estar.

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Tomar esse tempo de quietude, hoje, é artigo de luxo. Afinal, estamos sempre rodeados por aparelhos eletrônicos, buzinas, furadeiras e arranques de motocicleta. No entanto, esse intervalo é fundamental como contraponto ao ruído excessivo, o novo inimigo da saúde.

“Sempre se atribuiu que a causa de doenças crônicas, sobretudo as do coração, seriam apenas envelhecimento e fatores de risco como hipertensão, obesidade, tabagismo ou sedentarismo. Mas hoje se sabe que outras questões também influenciam. Entre elas, a poluição sonora”, explica Marcus Bolívar Malachias, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

É que nosso cérebro está sempre atento a estímulos do ambiente e fica de sobreguarda para uma eventual ameaça. Ruídos altos são interpretados como perigo. Em resposta, o sistema nervoso central envia uma mensagem à glândula renal para produzir três hormônios muito úteis em situações nas quais, teoricamente, você corre risco de vida: adrenalina, noradrenalina e cortisol. Conhecidos como “hormônios do estresse”, eles estimulam a constrição dos vasos sanguíneos, o que eleva a pressão arterial e estimula a circulação sanguínea.

Adrenalina e noradrenalina servem para deixar o organismo pronto para um combate corpo a corpo. Juntos, eles levam o sangue das extremidades do corpo para coração e grandes vasos do organismo, que alimentam o corpo todo. Como consequência, a pressão arterial sobe, os batimentos cardíacos aceleram, as mãos esfriam e os lábios secam. O cortisol também eleva a pressão arterial, mas retém sal e água no corpo, a fim de ficarmos prontos para um período de privação de líquidos.

O organismo detém mecanismos para suportar, eventualmente, tais efeitos. No entanto, se cortisol, adrenalina e noradrenalina atuam todos os dias, o corpo entende que constantemente estamos ameaçados por algum perigo. “A elevação da pressão, mesmo que não atinja o necessário para o diagnóstico de hipertensão, causa danos vasculares, porque o sangue circula dentro do vaso sob pressão aumentada. Isso lesiona o endotélio, a camada interna dos vasos”, explica o cardiologista Marcus Bolívar Malachias. Soma-se a isso os efeitos na mente, como ansiedade, estresse e agitação - tudo por causa do barulho excessivo.

Inclusive, a OMS publicou, em 2011, um relatório apontando que 3 mil mortes por doença do coração daquele ano, na Europa Ocidental, ocorreram em decorrência do ruído em excesso.

O silêncio, além de ser amigo dos introspectivos, também beneficia coração e respiração. Uma pesquisa feita por médicos da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e na Universidade de Pávia, na Itália, publicada em 2006 no conceituado periódico Heart, mostrou que o silêncio melhora o funcionamento cardíaco e respiratório.

A ideia inicial era investigar os efeitos de diferentes tipos de músicas nos sistemas cardiovascular e respiratório. Médicos pegaram 24 voluntários - metade músicos profissionais e a outra metade leigos - e monitoraram os cérebros deles enquanto ouviam diferentes estilos de música ou faziam absoluto silêncio. Nos períodos de música rápida, aumentaram os indicadores de pressão arterial, ritmo cardíaco, respiração e velocidade de uma artéria cerebral. Mas, no silêncio, todos esses indicadores caíram, bem mais do que em músicas lentas. Ou seja, no silêncio, os voluntários ficaram mais calmos e relaxados.

“Podemos dizer que ele é uma boa receita médica”, diz Marcus Bolívar Malachias, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Não é à toa que empresas de tecnologia buscam criar aparelhos que isolam sons externos, na promessa de trazer alguma paz de espírito para moradores de cidades grandes.

Mas se engana quem pensa que o cérebro fica quieto durante o silêncio. Na verdade, uma região específica fica ativa: a rede de modo padrão, que envolve várias áreas do órgão. Quando entramos em um profundo estado de imersão, típico de quando visualizamos memórias enquanto estamos de olhos abertos, essa rede fica em funcionamento intenso. “Isso ajuda no processamento de memória, mas exige silêncio e introspecção”, diz Marcio Baltazhar, neurologista coordenador do departamento científico de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Outro efeito é a neurogênese, que é a produção de novos neurônios. Uma pesquisa publicada em 2013 na revista Brain Structure and Function estudou o efeito do silêncio em ratos. Os resultados mostraram que as cobaias produziram mais neurônios, algo essencial para combater o mal de Alzheimer.

Mente prudente. A mais do que almejada paz de espírito é outra consequência do silêncio. Ele prepara o terreno para momentos de introspecção. Afinal, é difícil você manter o foco em si mesmo se o ambiente oferece dezenas de estímulos ao seu cérebro. Sobretudo quanto falamos da aprendizagem. Ela exige o isolamento para dirigirmos nosso foco aos livros, sem dispersões.

“O silêncio traz introspecção, que é importante para a memória e a atenção. Ele permite rememorar, analisar e consolidar os acontecimentos do dia”, afirma Marcio Baltazhar, também professor de neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Campinas (Unicamp).

Para além da memória e da atenção, a quietude também nos leva em direção à maturidade emocional. Esse intervalo é necessário para adquirirmos uma distância dos acontecimentos e, assim, adotarmos as melhores saídas disponíveis para nossos obstáculos. “Ele propicia habilidade para resolver um problema: você identifica o que está errado, as possíveis soluções e as consequências de cada um”, explica Cristina Miyazaki, psicóloga coordenadora do mestrado em Psicologia e Saúde da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Além disso, ficar em silêncio estimula uma habilidade essencial em nossos relacionamentos: a escuta. Ao ficarmos atentos ao que nossa mente tem a dizer, cultivamos a alteridade para com o outro. “O relacionamento é uma troca na qual você tem que falar, mas ser capaz de ouvir. Em silêncio, você para e pensa o que evita tomar decisões impulsivas com resultados negativos”, diz Cristina, que também faz parte da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP).

Como diria o prêmio Nobel de Medicina de 1903, Roberto Koch: “Um dia a humanidade terá que lutar contra a poluição sonora, assim como contra a cólera e a peste”. Talvez o silêncio seja uma dessas armas. 

http://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,silencio-faz-bem-a-saude,10000083607  


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sábado, 22 de outubro de 2016

Nuvens...


Uma página em branco
Mente em preto
Pensamentos cinzentos.

Uma tarde silenciosa
Olhar perdido
Meditação nebulosa.

Nuances azuis
Esperança ativada
Amores lacrados.

Espaço aconchegante
Poesia, música
Ternura envolvente.

Criar, envolver
Maturidade para
Sabedoria e trocas.

Prontidão, doação
Relacionamento
Na cabana pessoal.


"Sempre haverá um arco-íris..."



Célia Rangel



domingo, 16 de outubro de 2016

Andanças Imateriais


Ir.
Seguir  o ponto de  luz no breu da noite,
Sair do invólucro do descabido,
Sem olhar para o som alto que percorre a luz,
Para não mais voltar.
Voar longe...
Germinar  pensamentos .
Estruturar sonhos em ações,
Com revezamento da alegria com a tristeza,
Termômetro da pulsação do vivente.
Que o seu toque ressoe a magia do encontro,
Aonde ir é ser bálsamo existencial ao outro,
Na experiência vivida com aportes no amadurecimento
Percebendo que, só assim, valeu existir por algo mais...
Por você em mim, e Eu em você.

Célia Rangel

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Refletindo sobre “DIA  DO  PROFESSOR - EDUCADOR” - 2016


Nossa!
Deveria ser uma data festiva, alegre, alfabetizadora das boas emoções...

No entanto sucumbe na negatividade do porão onde deveria alicerçar a cultura..

Ah! Mas para que cultura? Menos é mais!

Menos culto, menos alfabetizado, melhor trapaceia-se com marionetes humanas...

Filosofia? Arte? Sociologia? Educação Física? Ah! Deixa disso...

Queremos humanos no chão de fábrica em superprodução em massa...

Recebe um número, um crachá e muita cobrança por horário, reuniões, aprovação, limites e manutenção da clientela.

Sem tempo para o seu eu... Sem pensar... Sem sentir ou se expressar...

Escolas? Verbas? Há excesso! Vamos desviar para offshore...

Aquecer contas bancárias pessoais...

Eliminar ministérios, secretarias, gabinetes, escolas, pessoal da área da educação...

Diminuir a folha de pagamento... RH está inchado... a ‘escola-empresa’ precisa do lucro...

Crianças? Jovens? Coloquemos algumas máquinas eletrônicas, alguns jogos e ficarão felizes...

Assistentes, estagiários, substitutos darão conta e no saldo credor da ‘empresa’ o lucro atingido...

O salário desse profissional – o professor – qualquer arroz com feijão serve!

Se ele insistir troca-se por outro... Professor = profissão.  

Educador = missão. Se debater por dignidade e reconhecimento estará fora do mercado.

Ou lê a cartilha, veste a camisa ou já era... Argumentos não serão ouvidos!

Então, de repente, lê-se ou ouve-se na mídia que “ninguém mais quer ser professor”...

Oras, o porteiro, o vigia, o zelador do prédio onde mora o professor ganha igual ou mais e, detalhe, não leva correções, planos de aula, cursos de atualizações, leituras para casa, que necessita para um bom desempenho!

Classe em extinção mesmo...

Célia Rangel  

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A Mãe e a Criança

Nossa Senhora Aparecida, Mãe das crianças!
Pe. Evaldo César Souza, C.Ss.R.

Graças a uma feliz coincidência de calendários, aqui, no Brasil, duas datas afetivas e amorosas são celebradas no dia 12 de outubro: a festa da Mãe Aparecida e o dia das crianças!
Na verdade o dia das crianças é mais antigo que a comemoração da Padroeira do Brasil. Historicamente, a festa de Nossa Senhora Aparecida, desde 1930, quando foi proclamada a Padroeira do Brasil, era comemorada no dia 08 de setembro.

Somente em 1980, com a visita do agora santo, o Papa João Paulo II é que passou a ser celebrada no dia 12 de outubro. Já o dia das crianças foi instituído na década de 1920, mas somente em 1960 passou a ter relevância de fato, com o forte apoio da indústria de brinquedos.
Mas o que importa é que hoje, a festa da Mãe de Jesus e a festa das crianças, amadas de Jesus, coincidem no um único dia, e assim, unidas, essas duas celebrações enobrecem ainda mais o dia 12 de outubro.
A maternidade e a fecundidade são duas faces de uma mesmo realidade, a beleza incondicional da vida! Nada melhor do que pedir, nesse dia, que a Mãe Aparecida abençoe as crianças do Brasil, e porque não, pedir que ela nos abençoe, eternas crianças que somos diante de Deus Criador.
Nosso Salvador, Jesus Cristo, já dizia que para poder entrar no Reino de Deus era preciso ser igual uma criança. Jesus acolhia as crianças, as abençoava, trazia-as para o centro das conversas e a elas dava atenção especial. Ele sabia que a singeleza e pureza de uma criança é o reflexo do coração de Deus e que no olhar de uma criança podemos ver refletido o Céu.
Esse amor pelas crianças Ele o deve ter recebido de sua mãe Maria, que como mestra e educadora, foi uma mãe zelosa e bondosa, e plantou em Jesus a consciência da sacralidade e dignidade de uma criança!

Gostaria de propor, nesse dia 12 de outubro, que você mamãe, papai, vovó, vovô, tio ou tia, padrinho ou madrinha, enfim, caso você tenha uma criança aí, pertinho de você, que você a consagre a Nossa Senhora Aparecida. Faça uma oração juntos, e mais do que brinquedos, ofereça amor, carinho, respeito!
Ensine esta criança que está do seu lado a cultivar amor por Jesus e por Maria, plante nela a semente da fé e da religião! Ah, e se você mulher anseia pelo nascimento de uma criança, quer ter um bebê, e infelizmente tem tido dificuldades, peça a Nossa Senhora que ilumine te ilumine, e se for da vontade de Deus, o dom da maternidade será concedido! Peça a Mãe que o Filho atende!
Feliz dia 12 de outubro, para todas as crianças e para todos nós, que amamos Nossa Senhora Aparecida!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

POR UMA CRIANÇA




Há criança que sorri,
Apesar das tristezas.

Há criança que chora,
Apesar da alegria.

A primeira se conforma
E sorri com o que tem
E agradece o que é.

A outra faz birra
Por sempre querer mais
E nunca se satisfaz.

Muitas vezes, assim é nossa criança interior:
Nem sempre é grata,
Nem sempre é meiga,
Ultrapassa os limites,
Do bom senso e do equilíbrio,
Chega ao ridículo de exigências, manipulações,
Cobranças e desaforos.

Então, retiro-me com minha criança, por amá-la e não querer vê-la como moeda de troca.
Preservo-a!
Afinal, é o meu bem maior.



Célia Rangel


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

 Fantasias do Amor



Quando dois apaixonados se encontram,
Um terremoto acontece em seus corpos.
O olhar, a voz, os gestos extasiam-se.
Desejo e encantamento enternecem-se.

Quando dois enamorados se encontram,
Um vulcão explode entre eles,
Desembocando suas lavas,
Em tranquilas águas cristalinas.

Enamorados, apaixonados são eternos.
Na lua, nas estrelas, no infinito.
De mãos dadas, selam suas almas,
Na plenitude do amor sublime.

Um tempo lascivo é tatuado em seus corpos,
Pelo orgasmo da magia do amor,
Onde sonhos, ilusões e fantasias,
Explodem na mente e coração dos amantes.

Estremecem-se os corpos,
Fantasiam-se as almas...
Quando suas lendas pessoais,
Languidamente entrelaçam-se!

Em fases mais explosivas,
Ou mais brandas, extasiam suas vidas,
Inebriam-se com ternuras profundas,
De um bem querer inesgotável.


Célia Rangel, 2009



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Boa Vontade

Entre as coisas pequenas mas, infinitamente abundantes e portanto, muito eficazes a que a ciência deveria prestar mais atenção que às coisas grandes e raras, está a boa vontade.

Refiro-me a essas expressões de estado de ânimo amistoso nas interações, àquele sorriso no olhar, aos apertos de mão, à tranquilidade que geralmente envolve quase todos os atos humanos. Cada professor, cada funcionário inclui esse ingrediente entre os seus deveres. É a contínua manifestação da nossa humanidade, seus raios de luz, por assim dizer, da qual tudo emana. Especialmente no círculo mais estreito, na família, a vida brota e floresce exclusivamente, por essa boa vontade.

A boa índole, a amizade e a cordialidade são tributárias perenes do impulso altruísta e fizeram contribuições muito mais importantes à cultura que as expressões muito mais conhecidas desse impulso chamadas devoção, caridade e autossacrifício. Mas tendemos a subestimá-las, e na verdade não há muito de altruísmo nelas. Mas a soma dessas pequenas doses é poderosa; sua força cumulativa está entre as maiores forças.

Da mesma forma, muito mais felicidade pode ser encontrada no mundo do que são capazes de enxergar olhos turvos, se calcularmos corretamente e não esquecermos todos os momentos da tranquilidade que de tal maneira abundam a cada dia de cada vida humana, mesmo a mais oprimida.

(Humano, demasiado humano - Nietzsche) 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Oração pela Paz

Oração a São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive
para a Vida Eterna.


Celebremos São Francisco no Dia da Ecologia - dos Animais e das Aves!



domingo, 2 de outubro de 2016

VIDA EM BRANCO  


Primeiro me anunciaram o Deus branco.
Em seguida a alma branca.
Depois a arma,
a mentira,
a violência,
a piada,
a calúnia...
A mente sempre encontra um meio
de amenizar suas insanidades.
Mas ninguém se atreveu ainda proclamar branco
o “quase” racismo!
Inventou-se, contudo o “crime de colarinho branco”
para os “respeitáveis” e impunes.
Crime sofisticado, “quase” sem rastro.
Dei-me conta de que branca,
nesta civilização banal,
pode ser qualquer coisa,
desde que camufle a verdade.
Mais triste que tudo, porém,
é deixar a vida passar em branco.


Ir. Lauro Daros


sábado, 1 de outubro de 2016

Curtindo a melhor idade...


Se hoje é o dia internacional do idoso, celebro com belas frases, do Quintana, a essência da vida, sem importar com o algarismo que nos vigia no calendário, no relógio, marcando o tempo, na idade, no peso, nos exames laboratoriais... e tantos outros... Vivo um dia de cada vez, com a gratidão dos bons momentos, em meu paraíso terrestre aqui e agora!


Célia Rangel, 70.