quinta-feira, 23 de março de 2017

Ausência


No vazio amoroso
Surge uma música
Ora envolvente em seus tons azuis
Ora alucinante em seu carmim
Avança e cobre de ternura
Espaços
Devaneios percorrem sentimentos
Gravados em alta fidelidade
Nas mentes ausentes
Deste mundo
Ao poeta cabe o registro
A saudade
E nada mais...

Célia Rangel

7 comentários:

  1. Triste quando só restam as lembranças e saudade a registrar! LINDA! bjs, chica

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  2. Saudades é o amor daquilo que se foi e permanece em nossa mente como o amor que era. Ter saudades é bom, mas crente no ciclo vital onde tudo é uma ondulação senoidal em que há as elevações e rebaixos das ondas. O que passou não volta, porém em uma volta do caminho cruzaremos com situações parecidas às das saudades. Gostei do espaço e do poema. Parabéns! Abraço fraterno. Laerte.

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  3. E o poeta sabe como bem extirpar e ou acelerar esta saudade, este vazio, esta sensação de incompletude. A Ausência é mais que falta, é um sentimento de perda de tudo que fomos e ou tivemos como parte de nós. Uma bela inspiração/construção de um sentimento que muito alimenta a poesia.

    Meu terno abraço Célia e desejo um feliz fim de semana com paz e alegria.

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  4. Ah Célia desta música bem entendo, mas ainda bem que temos saudades e conseguimos ouvir a música, ela nos sustenta. Lindo poema, li e reli, bjos

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  5. "Ao poeta cabe o registro da saudade"... Não só. Mas lembro o nosso poeta Ary dos Santos: "Esta palavra saudade /sete letras de ternura/ sete letras de ansiedade/e outras tantas de aventura..."
    Um bom fim de semana, Célia.
    Um beijo.

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  6. Lindas metáforas coloridas... belíssima expressão poética...
    Gostei muito deste poema que canta o lirismo do ausente.
    Abraço afetuoso.
    ~~~~~~~~~

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  7. Belíssimo poetar, repleto de sentimentos, saudades e muito amor. Abraços poéticos!

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Célia Rangel,
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