segunda-feira, 20 de março de 2017

DENTRO




Esse outono encontrou-me traduzida

Em vida com sabor de afetos concretos

Sem suposições ou ilusões

Realidades apenas.

Lapido pérolas, descarto bijuterias...

Aprecio e desfolho existências reais.

Há um prazer imenso nessa sedução vital!

Águas amorosas hidratam corações

Que se apegam depois da secura do céu...

Ainda que o vento frio enregele corpos

Debruçados sobre nosso amor

Aqueceremos com nossa radiação

Momentos, além do presumível,

Perto ou longe estaremos presos

Imagens...  Sons... Cheiros... Sabores...

Grades do amor que na Terra desfrutaremos

Do Barro ao PÓ.



Célia Rangel

7 comentários:

  1. O Outono: o pretexto de sublinhar o sentido dos sonhos e desenhar lentamente o caminho "que na Terra desfrutaremos Do Barro ao PÓ".
    Um belo e profundo poema.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  2. Um feliz outono pra você.

    bjokas =)

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  3. Poema muito belo e profundo, Célia; aliás, como é tradicional em você.
    Vou destacar, porque adorei:
    "Ainda que o vento frio enregele corpos
    Debruçados sobre nosso amor
    Aqueceremos com nossa radiação
    Momentos, além do presumível,..."
    Lindo isso!

    Feliz outono!

    Beijo.


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  4. Lindo,Célia o outono é inspirador, nos toca fundo, bem no fundo da alma e aqui encontro tão belo poetar!
    Feliz outono minha amiga poetisa, com carinho que tenho por você, sempre!
    Abraços bem apertados!

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  5. Célia Rangel
    Que poema, que ritmo, gosto, que exaltação do Outono! Se aprecio o Outono, como apreciei a beleza do poema.
    Bjs

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  6. Um lindo canto ao Outono com todo seu charme de renovação e expectativa de aconchego.Belo outonar amiga.
    Abraços

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Célia Rangel,
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