terça-feira, 9 de maio de 2017

Abrindo espaços...


Descobrindo formas adolescentes, olhar fixo no céu,
Brincava com os desenhos e a dança das nuvens
Que, juntas ou solitárias abriam espaços,
Mutantes em minha imaginação!
Embalava-me em fantasias, imagens, volúpias, sonhos,
Apoteóticos momentos mentalmente acumulados e esvaziados.
Hoje associo com nossas vidas e o amontoado de entulhos mentais,
Infestados labirintos disformes, desbotados e ainda assim, venerados!
Sentimentos, amores, dores que não servem para mais nada...
Assim, como as plantas são podadas, fortalecem-se e renovam-se,
Abrirei novos caminhos, já que ficaram obsoletos.
Que o limite seja azul e, as alegrias volumosas
Só assim, desfrutarei do novo espaço,
Purificado pelo efeito da água cristalina
Despejada por grossas nuvens...
Herdarei a energia e, doarei em afetos
Desfazendo tempestades emocionais.
Resgatarei a identidade dos meus densos pensares.

Célia Rangel


9 comentários:

  1. Maravilhosa poesia e adoro "perder " tempo olhando o céu, brincando com as nuvens e suas formas um bem!!! bjs, chica

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  2. Importantes são todos os percursos e se, em cada um, soubermos colher o melhor, o limite será mesmo azul!
    Bela expressão deste compromisso com a vida, Célia. Gostei imenso!
    Bjinho :)

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  3. Um incentivo veemente...
    Guardamos sempre os momentos mais tristes em cofres da memória que ocasionalmente se abrem para nos magoarem novamente!
    A metáfora da poda é magistral!
    Gostei sobremaneira de mais um belíssimo poema de ajuda vivencial.
    Grande abraço.
    ~~~~~~~~

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  4. Bom dia querida Célia! Que lindo poema.e começa a nos lembrar de quando íamos descobrindo formas adolescentes, sempre com o olhar fixo no céu e de quando brincávamos com os desenhos e a dança das nuvens.hoje observo minhas netinhas agindo assim e é maravilhoso perceber nelas algo que já fiz, já brinquei. Belíssimo! Obrigada pela visita, um grande abraço.
    Que, juntas ou solitárias abriam espaços,
    Mutantes em minha imaginação!

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  5. Eu adoro apreciar os céus, dar formato para as nuvens.
    Tem coisa mais relaxante e gostosa?

    bjokas =)

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  6. Querida amiga Célia, sentir a vida, eis o que é preciso para poder entender que temos de renovar sempre!
    Olhar a natureza, as nuvens no céu, o imenso mar, eu converso com o mar, "tenho o meu", "meu mar", "minhas nuvens", minha Vida, unida às outras vidas!
    Lindo poetar por aqui como sempre!
    Abraços apertados!

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  7. Às vezes é mesmo preciso criar novos espaços.
    Excelente poema, minha amiga, gostei imenso.
    Bom fim de semana, Célia.
    Beijo.

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  8. Querida Amiga, Célia Rangel !
    Que linda projeção visual, desfrutada
    por uma sonhadora nas nuvens.
    Poderia haver momento mais sublime ?
    Parabéns pela tocante sensibilidade.
    Um carinhoso abraço, aqui do Brasil.
    Sinval.

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  9. Nos espaços da alma
    Fazem-se nuvens
    Que formam você.
    Teu rosto sereno
    A traduzir a poesia
    Das nuvens
    Abrindo espaços
    No ser incrível que é você!

    Regilene

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