quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ainda Inteiros...




Mágico vento outonal varre o crepúsculo de um coração,

Gélido, lembra a separação das nossas estrelas amorosas...

No pensamento um labirinto intransponível,

Ameaça toda a magia da nossa música,

Que longe, muito longe, voou em sons celestiais...

Você foi para longe, nossos olhares separaram-se,

Mas a poética dos sons sempre nos aproxima.

Agora, só há uma longa estrada em devaneios,

Onde, cada lembrança é uma inspiração,

E cada beijo, a marca amorosa em vida.

Vai longe, muito longe, a estrada da saudade...

Mas, fica no trajeto, o cuidar de um amor novidade,

Ainda que, abrigue o repetir de um sonho em vão,

Haverá sempre inteiros que se doam na delicadeza do existir.



Célia Rangel


16 comentários:

  1. Olá, Célia.

    As partes do todo, o todo de cada parte. Equações e inequações da inexata ciência do viver.

    Um abraço.

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  2. Oi, Célia Rangel !
    Reflexões de uma paixão, em forma de poesia.
    E as folhas do plátano dourando o chão para
    dar vazão aos pensamentos.
    Parabéns, Amiga !
    Aceita um carinhoso abraço, aqui do Brasil.
    Sinval.

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  3. Lindo, as nossas vidas precisam seguir em frente, mesmo que haja, por força da vida de cada um, a separação "...das nossas estrelas amorosas..."!
    Viver é assim, nada pode interromper o que se tem de se passar e de se viver!
    Inspiração linda e quase divina por aqui!
    Abraços apertados querida amiga Célia!

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  4. Que bom que sempre hajam os inteiros pra ajudar,se doar! bjs praianos,chica

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  5. Olá, querida Célia!
    Vale a pena a entrega total e sem cobranças, é difícil mas isso é amor puro e refinado...
    Bjm fraternal

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  6. Lindo poema que fala de lembranças marcantes de um amor ou amizade que existiu em nossa vida, beijos carinhosos!

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  7. Belíssimo, Célia!
    Uma verdadeira obra de arte!
    Ainda estou Inteira...
    ~~~ Terno abraço ~~~

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  8. A saudade que sempre existirá no coração! Que texto lindo!!
    Uma grande beijo.

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  9. Linco e tocante. Sempre que leio você me emociono, é inspirador... Um carinhoso abraço!

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  10. Positiva a tua reflexão. O Amor é uno. A separação é um hiato na vida.
    Lindo, Célia.


    Beijo
    Sol

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  11. Olá Célia, boa noite!
    Amiga, mais um lindo poema em que descreves a separação de um amor que se foi como as folhas de outono que cai e o vento leva. Lindo!
    Espero que seu final de semana seja abençoado e que quando a nova semana chegar encontre você, seus familiares e amigos com muita paz e feliz. Abraços da amiga Lourdes Duarte.
    http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/
    http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

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  12. Olá,Célia... ainda que seja um sonho em vão,devido as circunstâncias;serão dois, porém há amores que nunca se vão ; sempre um todo indivisível;Feliz finde,belos dias,abraços!

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  13. Delicado é o seu poema, que fala com subtileza, dos sentimentos...
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  14. Vai longe, muito longe, a estrada da saudade...

    Mas, fica no trajeto, o cuidar de um amor novidade,

    Ainda que, abrigue o repetir de um sonho em vão,

    Haverá sempre inteiros que se doam na delicadeza do existir.


    Saudade dói, simplesmente porque ninguém sente saudades de algo que foi penoso, sentimos saudades do que nos fez felizes, o que marcou nossas vidas de modo agradável.
    Belo poema, maravilhosa reflexão.
    Beijo, Célia! Lindo, aplaudo.

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  15. Estranho como o Outono cria em nós estes sentimentos de adeus, de separação, de saudade! Muito lindo!

    Beijinho, Célia.

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Célia Rangel,
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