quinta-feira, 22 de junho de 2017

Revolucionar...

Fazer diagnóstico da vida...
É descobrir fatos, coisas e pessoas,
Que revolucionam toda uma existência.
Na serenidade invadem uma verdade
Que vivia abafada, consumida, morta...
Brota borbulhante e límpida como fonte,
Abastece alma e coração,
Matam a tranquilidade...
Quando tudo parecia arrumado,
Desce uma cachoeira de emoções,
Que vai moldando rudezas,
Transformando sentimentos,
Encorajando novos rumos,
Novas pistas de fuga,
Desvio?
É melhor...
Ficar na obscuridade que expor-se a novas descobertas?
Assim, perde-se no ímpeto da fuga, o prazer de novas sensações!
Célia Rangel


terça-feira, 20 de junho de 2017

Dia Mundial dos Refugiados


Uma triste realidade!

Será que precisamos de um dia para observarmos essa dura realidade

com nossos irmãos?


https://oglobo.globo.com/

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Parabéns Ribeirão Preto - 161 anos!


Uma cidade que nos acolheu
Com seu céu puro, despoluído,
Delineava em uma tela azul,
Encantadoras nuances de um dourado sol.
Presenteava-nos, divina e gratuitamente,
Com sua boêmia lua adornada,
Por estrelas apaixonantes.
A tranquilidade interiorana,
Para quem fugia da agitação,
De uma capital desvairada,
Concebeu pouso, trabalho e vida
Para uma família também sagrada:
Ao pai – à mãe – e ao filho.
Assim seduzidos, alicerçaram suas
Alegrias... Realizações... Sonhos...
Sorrisos e lágrimas hidrataram o solo,
De uma “Califórnia” genérica,
Que ainda luta pela sua grife
Mas, vê distante a realidade...
Não se livrou dos desmandos políticos,
Da corrupção e da ingerência administrativa.
Ainda assim habita um povo forte e nobre,
Que acredita no amor e no trabalho.
Hoje, saldo positivo no balanço de vidas.
O amor que o pai, Flávio, já na eternidade,
Emana para a mãe e o filho – é contagiante...
Esta cidade acolheu e colheu nosso ente querido,
Que ainda jovem, projetava seu sonho:
“Morar em Ribeirão Preto!”
Parabéns Ribeirão! Você nos deu muito...
Você nos tirou muito também...

Célia Rangel



domingo, 18 de junho de 2017

É assim...


Um abraço que com o tempo amadureceu

E transformou-se em solidário por nossos temores

Amparados fomos a nossos valores espirituais

Deu-nos a esperança travestida em coragem

Para novas atitudes quanto às perdas que choramos

Uma suavidade na música que nos acarinha

Na coerência do gesto do querer em nós

Dos sentimentos brotam a esperança do amor

Que no silêncio enraíza-se em total cumplicidade

Gerando confiança, maturidade e carinho perfumados

Com aromas do ontem, do hoje e do amanhã.


Célia Rangel


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Reflexão


A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos, os seus rostos envolvidos pela sombra. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora.

Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, ou uma maneira de olhar, ou um jeito da mão...) que, sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuídos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra.

O corpo estremece. Está apaixonado.

Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais. (...) Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...

Rubem Alves

terça-feira, 13 de junho de 2017

Artista da vida


No circo da minha vida,
do picadeiro ao trapézio,
sou artista de primeira.
Na máscara do palhaço
escondo minha dor...
sou só sorriso e alegria,
uma ótima companhia!

Não insista com sua chateação,
pois posso até achar
que ficar só é lindo...
e o circo não tiver plateia,
recolho minhas cinzas
retorno para minha cabana
e espero o próximo espetáculo.

Senhoras e Senhores...
A vida, um autêntico circo...
com amores e domadores,
com belas e feras,
com sonho e esperança...
de que tudo se recrie...
no próximo espetáculo.

Respeitável Público!!


Célia Rangel


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Bem- me- quer



É supremo
Supremamente excelso
Na mais alta dignidade de vidas
Que se encontram
E se doam
Terna e eternamente
Gratuitamente assim
É o amor
Amado
Reverenciado
Vivido em toques, sorrisos e lágrimas
Essas irrigaram as sementes
Para novos amores brotarem
Que seguem outros caminhos
Mas, amores todos.

Célia Rangel


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Presságio


O AMOR, quando se revela,
 Não se sabe revelar.
 Sabe bem olhar p'ra ela,
 Mas não lhe sabe falar.

 Quem quer dizer o que sente
 Não sabe o que há de dizer.
 Fala: parece que mente...
 Cala: parece esquecer...

 Ah, mas se ela adivinhasse,
 Se pudesse ouvir o olhar,
 E se um olhar lhe bastasse
 P'ra saber que a estão a amar!

 Mas quem sente muito, cala;
 Quem quer dizer quanto sente
 Fica sem alma nem fala,
 Fica só, inteiramente!

 Mas se isto puder contar-lhe
 O que não lhe ouso contar,
 Já não terei que falar-lhe
 Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

Sylvia Plath

Leia mais em:
Sylvia Plath (1932 - 1963) foi uma poetisa norte-americana. Recebeu um Prêmio Pulitzer póstumo, por Poemas Completos, em 1982.Biografia de Sylvia Plath


domingo, 4 de junho de 2017

Beatles Best Album greatest hits - Collection 2017



Agitando o domingo e desejando uma feliz semana a todos!
Dance! Cante! Celebre! O mundo precisa da sua alegria!
Vibre! Estamos vivos!
Abraço,
Célia.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Metade do Ano...


JUNHO

Meio ano se passou... Lembro-me das intenções feitas quando o mesmo iniciou-se... Não foram muitas... Até porque a essa altura da vida muito bem vivida, não faço mais planos, apenas agradecimentos!

Mas, não posso deixar de um ‘slow motion’ e analisar luzes e nebulosas vividas! Luzes – segurança do que faço, do que quero e como quero... Nebulosas – as tempestades desabadas sobre nossas cabeças e, sem rolar morro abaixo, sobreviver! Isso só pode ser pelas bênçãos protetoras. É a Sarayu em ação! Não leu ‘A Cabana’? Não sabe o que está perdendo...

As derrapadas, os desvios obrigatórios servem para conhecimento de novos valores, novos aprendizados ou até mesmo descartes do que não tem mais utilidade. São momentos de intensa ‘meditação’, de ‘silêncio produtivo’ onde apenas interioriza-se. Já não há mais nada a fazer... Nada mais!

Já as luzes mostram o crescimento. E crescer dói. Mas energiza e muito. Deixamos para trás uma casca desidratada, inerte de valores que realmente só faziam excesso de peso em nossa bagagem espiritual.

Esse espaço do blog, para mim, significa vida e liberdade! Posso externar  pensamentos, sentimentos – afinal ‘temos liberdade de imprensa’... Ou não? E, quando menos espero, aparece sempre alguém contatando-nos com afinidades que nos aproximam. Desconhecidos que virtualmente passam a trocar experiências de vida, e assim, tornam-se ‘conhecidos’. Um espaço de rico aprendizado!

Espero caminhar mais seis meses, e no balanço geral, ter um saldo positivo no amor, nas amizades, na espiritualidade, no aprendizado de vida!

Célia Rangel