quarta-feira, 7 de junho de 2017

Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

Sylvia Plath

Leia mais em:
Sylvia Plath (1932 - 1963) foi uma poetisa norte-americana. Recebeu um Prêmio Pulitzer póstumo, por Poemas Completos, em 1982.Biografia de Sylvia Plath


5 comentários:

  1. Oi Amiga, Célia Rangel !
    Que belo poema trouxeste de outros
    quintais, para preencher os corações
    alheios!
    Muito grato e um carinhoso abraço,
    aqui do Brasil.
    Sinval.

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  2. Tem amores que são assim, por vezes não vingam outras crianções de nossas mentes.
    Nós mulheres temos esse poder de criar rs...

    bjokas =)

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  3. Mais um belo poema, com palavra que nos emocionam.
    Beijos

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  4. Muito bonito! Nunca tinha lido nada dela. Gostei. Vou ter de ler mais. Obrigada.

    Beijinho.

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  5. Belo poema, o qual nos emociona. Beijos!

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