quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ternuras inférteis  


Esvaziou-se

Tornou-se oco

Em queda livre vertiginosa

Sem som

Sem eco

Precipício dos sonhos

Olha-se

Nada vê

Presume-se

Apenas

Um som rastejante

Era

Já não é mais.


Célia Rangel

10 comentários:

  1. Tristes quedas e perdas da vida...Linda poesia! bjs, chica

    ResponderExcluir
  2. Bom dia. Passando para me deliciar com as suas publicações. Gostei muito do seu blogue e da sua poesia. Doce e maravilhosa..
    .
    Tema de hoje

    Manhã, nascer do sol, solfeja a cigarra no arvoredo
    .
    Deixo cumprimentos poéticos.
    .

    ResponderExcluir
  3. Muito bom, Célia. O que não é, apenas está, é passageiro, efêmero, se vai...

    Um abraço e um bom fim de semana.

    ResponderExcluir
  4. Um belo e reflexivo poema, complementado por uma imagem marcante.
    Tenha um belo fim de semana!

    ResponderExcluir
  5. Como é passageira a vida, Célia!!

    Bela alegoria!

    ResponderExcluir
  6. Báh!! É isso mesmo, meio desesperador! Às vezes me pego refletindo sobre essa coisa inexplicável, efêmera e queremos compreender e nada...Procuramos o sentido e vem o desânimo. Existe apenas uma coisa que pode explicar, a fé. Mas essa está noutro plano. É outro assunto.
    Muito reflexivo, muito bonito.
    Beijo, bom fim de semana.

    ResponderExcluir
  7. O que não é, já terá sido. Talvez ainda seja a qualquer momento. Esperança e Fé.

    Beijo
    SOL

    ResponderExcluir
  8. Belíssimo poema!

    Você tem dom pra escrita!

    Foi um prazer encontrar seu blog!

    ResponderExcluir
  9. O desespero que conduz ao suicídio pode ter tantos motivos...
    Enquanto uns lutam por um lugar ao sol ou contra situações precárias, muitos resolvem partir por causas irrelevantes,
    como jovens por namoros mal sucedidos.
    ~~~ Abraço, Célia ~~~

    ResponderExcluir
  10. Tudo acaba. Tudo tem fim. Tudo se esvai. Com poucas palavras nos damos a várias interpretações.

    ResponderExcluir

Seu comentário evidencia o seu 'pensar'.
Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
Obs.: NÃO POSTAREI COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.